EDP cai com fim da OPA. BCP castiga Lisboa

A elétrica portuguesa perdeu quase 1% após o fim da OPA da CTG. A bolsa nacional não resistiu, acabando por seguir as quedas da Europa num dia negativo para o setor financeiro.

Lisboa não resistiu às quedas das pares europeias. E muito menos ao comportamento negativo da elétrica nacional, uma das cotadas com maior peso no índice de referência, após o fracasso da OPA da China Three Gorges. O PSI-20 cedeu, ainda assim, ligeiros 0,09%, para 5.351,77 pontos.

A EDP foi a cotada que mais pesou no comportamento da praça nacional. A elétrica liderada por António Mexia caiu 0,91% para 3,37 euros, isto depois de na assembleia geral os acionistas terem ditado a queda da OPA chinesa. Mesmo com este desfecho, os títulos chegaram a valorizar durante a sessão, mas o corte da avaliação feito pelo RBC (para 2,70 euros) acabou por pesar nos títulos.

A EDP Renováveis, por seu lado, apresentou o mesmo desempenho da sessão, ao valorizar 2,07% para os 8,88 euros, animada pela revisão em alta do preço-alvo por parte do mesmo banco de investimento. Isto enquanto a Galp Energia ficou quase inalterada, ainda que com um saldo negativo, num dia de forte subida do petróleo. O Brent passou a fasquia dos 75 dólares em Londres.

A Altri caiu, ao contrário do que aconteceu com a Navigator e a Semapa, outras empresas do mesmo setor, sendo o BCP o título determinante para o comportamento negativo do PSI-20. As ações do banco cederam 0,57% para 24,58 cêntimos, isto no dia em que o Deutsche Bank e o Commerzbank anunciaram que a fusão de ambos caiu por terra.

O colapso deste negócio acabou por pesar no desempenho dos títulos do setor financeiro europeu, levando a bolsa alemã a apresentar uma queda de 0,4%. A praça italiana registou uma descida semelhante, enquanto o Stoxx 600, índice que agrega a maiores empresas da região, fechou a cair 0,24%.

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