Altice anuncia seis municípios com cobertura de fibra ótica a 100%

A partir do dia 30 de junho, dez freguesias de um total de seis municípios de Portugal, ficam cobertas com 100% de fibra ótica. Os autarcas dos municípios em questão aplaudem o projeto de "coesão".

A Altice Portugal quer cobrir todo o país com 100% fibra ótica. Para concretizar esse propósito, a empresa vai iniciar um projeto-piloto de cobertura integral de rede fibra ótica, que começa por integrar seis municípios espalhados por todo o país. A partir do dia 30 de junho, dez freguesias de Portugal passam a ficar cobertas com 100% de fibra ótica.

Em causa estão as freguesias de União das Freguesias de Beja (Beja), Pontével, Vale da Pedra e União das Freguesias do Cartaxo e Vale da Pinta (no Cartaxo), Pinhanços e União de Santa Marinha e São Martinho (em Seia), Corroios (no Seixal), Rio Mouro (em Sintra) e Louredo e União das Freguesias de Ventosa e Cova (em Vieira do Minho). Já os autarcas, por sua vez, mostram-se satisfeitos com a iniciativa “de coesão” da Altice.

Mas o objetivo é alcançar a cobertura integral de fibra ótica em todo o país. “Estas são mesmo só as primeiras. Dezenas e centenas de freguesias vão ser implementadas neste projeto, nos próximos anos. Vamos, gradualmente, migrar os serviços para estas redes de fibra ótica”, alertou Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal, durante a apresentação do projeto “Freguesias 100% Fibra”, em Lisboa.

Altice apresenta "100% Fibra" - 30ABR19
As dez freguesias em questão sãoHugo Amaral/ECO

“Este não é um projeto que se centra única e exclusivamente nos grandes centros urbanos. (…) não se resume à mancha litoral do país, mas percorre Portugal de lés a lés”, afirmou Luís Alveirinho, chief technology officer (CTO) da Altice Portugal.

Trata-se de “infraestruturas que vão ficar para as gerações futuras (…) são a chave para aumentar a competitividade”, acrescentou Alexandre Fonseca, reforçando que, no ano passado, a Altice investiu mais de 86 milhões de euros em inovação.

Já para os autarcas dos seis municípios, que marcaram também presença no evento da Altice Portugal, este projeto significa, acima de tudo, “equilíbrio” e “coesão”. Paulo Lúcio Arsénio, presidente da Câmara Municipal de Beja, considera que esta é uma medida “importante para equilibrar um país onde o litoral tem tido, claramente, mais benefícios”.

Já Carlos Filipe Camelo, presidente da Câmara Municipal de Seia, fala de um “projeto inclusivo”, que reforça a coesão territorial. “É isso que deve ser. Trabalhar uns com os outros e não uns contra os outros. É esta a chave para o equilíbrio e o desenvolvimento em Portugal”, acrescentou Lúcio Arsénio.

“A próxima revolução industrial é, provavelmente, aquela para a qual Portugal estará melhor preparado”

Luís Alveirinho reforçou que, ainda, Portugal tem das melhores infraestruturas de fibra ótica da Europa e do mundo, por um lado, que faz “inveja aos outros países da Europa” e, por outro lado, que “orgulha os portugueses”.

À esquerda: Luís Alveirinho, CTO da Altice Portugal. À direita: Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal.Hugo Amaral/ECO

“Cerca de 70% de todas as casas que existem em Portugal têm penetração e capacidade para ter serviços de fibra ótica fornecidos por todos os operadores e, em particular, pela Altice Portugal. Mas, tendo em conta a percentagem de casas desabitadas, a taxa de penetração será, ainda, superior a esses 70%”, explicou o CTO da Altice Portugal.

Estes números fazem com que Luís Alveirinho acredite que o país está, de facto, melhor preparado do que às vezes se pensa. “A próxima revolução industrial é, provavelmente, aquela para a qual Portugal estará melhor preparado”, afirmou.

Para já, a grande preocupação da Altice é garantir que todos os portugueses têm cobertura de fibra ótica. Posteriormente, é natural que se venha a assistir ao desligamento gradual da rede cobre, ainda que não seja agora o objetivo da empresa. “Haverá condições para que isso aconteça dentro de uma década”, disse Luís Alveirinho.

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