Hoje nas notícias: CGD, bolsa e investimento

  • ECO
  • 27 Maio 2019

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

Num dia totalmente marcado pelo rescaldo das eleições europeias, a imprensa nacional destaca a liquidação da Caixanet, empresa criada pela Caixa com a PT, bem como o aumento dos negócios fora de bolsa. Ainda no campo empresarial, Christian Blauert, presidente da Yilport Iberia e dono de sete portos em Portugal, diz que as decisões de investimento demoram muito no país. Na saúde, a ADSE “perdeu” 1.807 prestadores privados e o Hospital de S. João, no Porto, inaugurou o novo serviço de neurocirurgia após 12 anos a trabalhar em contentores.

Caixa fecha empresa criada com a PT

A empresa Caixanet foi encerrada no início deste ano, quase 20 anos depois de ter criada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) em conjunto com a Portugal Telecom (PT). Além desta, foi também liquidadas duas outras empresas do grupo do banco público: a CaixaTec e a Sogrupo. “No âmbito do processo de reestruturação, a liquidação das sociedades Caixanet e CaixaTec foi realizada nos primeiros dias de janeiro de 2019”, refere o relatório e contas de 2018 da CGD. A liquidação da CaixaTec e da Caixanet foi publicada no portal da Justiça nos dias 10 e 11 de janeiro, respetivamente. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

Fuga de negócios da bolsa atinge máximo

As transações de valores mobiliários fora da bolsa de Lisboa está em máximos de sempre, de acordo com dados da Fidessa. Mais de metade das negociações de valores mobiliários acontecem sem passar pela Euronext Lisbon, incluindo no caso de algumas das maiores empresas cotadas da praça portuguesa. No caso da EDP, por exemplo, 75% das transações são feitas nos bancos em leilão ou em darkpools, ou seja, bolsas alternativas. A nova Diretiva dos Mercados Financeiros II, que entrou em vigor em agosto do ano passado, impulsionou a tendência, que se estende por toda a Europa. Leia a notícia completa no Dinheiro Vivo (acesso livre).

“Em Portugal demora-se muito para decidir um investimento”

Christian Blauert, presidente da Yilport Iberia, considera que as decisões de investimento demoram muito a ser aprovadas em Portugal. Apesar de ser proprietário de sete portos no país, Blauert diz que não sente nenhum privilégio por causa disso. “Queremos crescer em Lisboa, queremos crescer em Leixões, estamos atentos ao plano de desenvolvimento dos portos nacionais. Estamos em negociações para avançarmos com os investimentos. Neste momento, o comentário que posso fazer é que as decisões sobre o investimento deveriam ser tomadas de forma muito mais rápida, porque demora-se muito tempo para decidir. Portugal merecer receber mais investimento”, afirma. Leia a entrevista completa em Público (acesso condicionado).

ADSE “perdeu” 1.807 prestadores privados

Há menos prestadores de saúde procurados pelos beneficiários da ADSE no regime livre ou com convenção com o subsistema de saúde dos funcionários públicos. São agora, ao todo, menos 1.807 face a 2017. De acordo com o relatório de atividades de 2018, os beneficiários da ADSE acederam aos cuidados de saúde de 28.915 prestadores, no âmbito do regime livre (aquele em que o beneficiário paga, inicialmente, a despesa e, posteriormente, pede o reembolso à ADSE). O Conselho Geral e de Supervisão (CGS), num parecer sobre o relatório, critica o documento por não explicar esta “diminuição significativa”. Já José Abraão, líder da Fesap com assento no órgão consultivo, diz que “é normal que o beneficiário não procure tanto os prestadores, se sabe que o reembolso demora meses”. Leia a notícia completa em Correio da Manhã (acesso condicionado).

Neurocirurgia do São João deixa os contentores ao fim de 12 anos

O novo serviço de neurocirurgia do Hospital de S. João, no Porto, está a funcionar desde este sábado. As obras no oitavo piso da instituição de saúde, que tiveram como objetivo aumentar as condições de conforto, segurança e privacidade dos doentes, duraram 12 anos e tiveram um custo de 2,6 milhões de euros. Ao longo de mais de uma década, o serviço funcionou em contentores. “A sensação é de missão cumprida”, disse Rui Vaz, diretor de Neurocirurgia do hospital. Isabel Dias, enfermeira-chefe da unidade, acrescentou que “os profissionais que trabalharam naquelas circunstâncias foram super-heróis”. Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (acesso pago).

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