Migrantes europeus: Portugal emprega 84% dos que vivem no país

  • Ricardo Vieira
  • 29 Maio 2019

Além de integrar a maioria dos migrantes europeus, Portugal é dos países com mais alta taxa de empregabilidade para nascidos fora da UE.

Dados do Eurostat mostram que Portugal é o segundo estado-membro com a taxa de emprego mais elevada entre os migrantes europeus (84%), atrás apenas do Reino Unido (86%).

Uma análise do gabinete de estatística, que compara a taxa de empregabilidade da população nativa com a das pessoas naturais de outro estado-membro (a trabalhar na União Europeia) e com a das pessoas nascidas fora da UE, concluiu que a taxa de atividade mais elevada registou-se entre os migrantes europeus, com 82% (+5,3% em relação a 2008).

Por sua vez, as pessoas nascidas fora da UE viram a taxa de emprego decair em 1%, nos últimos dez anos. Neste indicador, Portugal continua a marcar pontos no que respeita à integração de emigrantes, com uma das taxas de emprego mais elevadas para pessoas nascidas fora da UE (76%), atrás da República Checa (84%), Eslováquia (81%), Malta (80%), Roménia (78%) e Polónia (77%). Quem fica pior na figura é a Bélgica, onde apenas 53,9% dos migrantes nascidos fora da UE conseguem viver e trabalhar no país.

Em 2018, na maioria dos países analisados, as taxas de desemprego da população nascida noutros países da UE era mais alta do que a da população nativa. O que não acontece nem em Portugal, nem em países como a Croácia, a Eslovénia, o Reino Unido e a França.

E enquanto a Suécia, Alemanha e Países Baixos registaram as taxas de emprego mais elevadas para a população nativa, a Grécia está do outro lado da tabela com a pior taxa de emprego para esta população (59,9%).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Migrantes europeus: Portugal emprega 84% dos que vivem no país

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião