Lesados do BES já receberam segunda tranche de 76 milhões de euros

Os lesados do BES receberam hoje os 76 milhões de euros relativos à segunda parcela da indemnização a que têm direito. Ainda têm a receber 76 milhões, que serão ser liquidados em junho do próximo ano.

Os lesados do antigo BES que aderiram à solução encontrada para mitigar as suas perdas com o banco falido receberam esta sexta-feira 76 milhões de euros relativos à segunda tranche da indemnização a que têm direito. Ficam ainda por liquidar outros 76 milhões de euros, que serão pagos no próximo ano.

“Os lesados do papel comercial Rio Forte e ESI receberam hoje a segunda tranche. Exatamente daqui a um ano receberão a terceira e última tranche de igual montante”, disse ao ECO Gonçalo Pereira Coutinho, da Patris, a gestora do fundo de recuperação de créditos.

Esta foi a segunda parcela que os 1.880 lesados do BES que aderiram ao mecanismo que lhes permite recuperar parte dos investimentos receberam, depois de há um ano terem sido “ressarcidos” em 127 milhões de euros naquela que foi primeira tranche da compensação financeira acordada entre a associação que representa os lesados do BES, o Governo, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Banco de Portugal e o Novo Banco.

Esta solução permite que os investidores recuperem 75% do valor investimento, num máximo de 250 mil euros, se tiverem feito aplicações até 500 mil euros. No caso dos investimentos acima deste valor, poderão recuperar 50% do montante. Em causa está um montante total de cerca de 280 milhões de euros, a pagar aos lesados em três tranches, no prazo de três anos. O montante é pago pelo fundo de recuperação de créditos através de uma garantia estatal que assegura estes pagamentos.

No início deste ano, o Governo concedeu uma garantia no valor de 152,8 milhões de euros para permitir que este fundo pagasse as segunda e terceira tranches. Tal como previsto, a segunda parcela foi agora liquidada. Já a última parcela será paga em junho de 2020.

O BES foi alvo de uma medida de resolução em agosto de 2014, há cinco anos.

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