Novo campus da Farfetch será “uma obra de arte a céu aberto”

Unicórnio já escolheu seis gabinetes de arquitetura que apresentarão propostas para o projeto. Campus estará assente em três pilares: tecnologia, bem-estar e sustentabilidade.

O projeto do futuro Campus da Farfetch, em Matosinhos, contará com propostas de seis gabinetes de arquitetura pré-selecionados pela empresa. Com projetos concorrem seis gabinetes de arquitetura nacionais e internacionais, com ideias assentes em três eixos definidos pela empresa: tecnologia, bem-estar e sustentabilidade.

“Queremos que seja um projeto em harmonia com a natureza, um espaço obviamente elegante, mas que essencialmente seja onde se possa encontrar tranquilidade e calma para as pessoas, para que possam desenvolver a sua atividade na plenitude das suas capacidades“, adiantou Luís Teixeira, diretor-geral da Farfetch, ao ECO.

Luís Teixeira, diretor-geral da Farfetch.Ricardo Castelo/ECO

De entre várias ideias, a Farfetch organizou uma shortlist de arquitetos com quem uma equipa interna e outra externa estão a trabalhar. “Será um projeto gigante”, refere Luís. “Foi-nos apresentada uma primeira lista de arquitetos, reduzimos isso a uma shortlist e já escolhemos os arquitetos que vão a concurso. São seis e temos alguns nomes muito conhecidos, internacionais e portugueses, e outros não conhecidos, porque queremos dar a oportunidade a que possam crescer connosco, tal como crescemos nestes primeiros dez anos. Acreditamos que pode ser uma boa oportunidade para alguém que queira trazer algo de novo.”

O projeto, ainda sem data prevista de execução e de conclusão, será pensado para “todas as pessoas da Farfetch” e assente na ideia de “criar um marco para a comunidade que seja uma obra de arte a céu aberto” e um “polo de atração para que as pessoas venham, até para visitar”. Mais ainda: uma nova casa aberta ao futuro.

“Era o momento certo de pensar naquilo que vai ser a nossa casa para o presente e para o futuro. Nós investimos num terreno que nos permite construir cerca de 70 mil metros. Não precisamos deles no imediato mas eles permitem-nos crescer. Nunca esteve em causa que vamos continuar a investir em Portugal e, para quem tinha dúvidas, aqui está a prova”. No entanto, Luís quer que, desta vez, o crescimento seja mais lento do que até aqui.

Queremos fazer algo muito diferente e, por isso, queremos ir devagar. Este é o projeto para o qual não vamos dar datas. Não vamos queimar etapas”, refere o responsável. Depois dos convites feitos e aceites, a segunda fase passará pela avaliação de um júri de pessoas de dentro e de fora da empresa.

Queremos que o campus seja um sítio onde as pessoas gostam de trabalhar e onde, no limite, gostariam de viver.

Luís Teixeira

Diretor-geral da Farfetch

A 9 de abril, a Farfetch anunciou a compra de um terreno no concelho de Matosinhos, onde o unicórnio quer que nasça o maior centro de inovação tecnológica e de operações da empresa, que já conta com uma equipa de quase 2.000 trabalhadores divididos entre os seis escritórios em Portugal e os vários que tem internacionalmente. O investimento de 15 milhões de euros marca o arranque de um processo que passa agora “para o desenvolvimento do projeto que incluirá zonas de escritório, espaços para áreas de operações, estúdios de produção digital e um conjunto de equipamentos que pretendem fazer deste um espaço com características únicas a nível nacional”, referia a empresa fundada por José Neves em comunicado.

Aquisição permite iniciar o projeto de construção do futuro Campus Farfetch, um espaço com cerca de 70 mil metros quadrados e que será um centro de inovação tecnológica e operações da empresa.D.R.

Sobre as expectativas quanto ao novo escritório, Luís Teixeira assegura que “não faz ideia do que vai ser”, também porque quer dar margem de liberdade criativa às propostas. “Não queremos matar a criatividade. Queremos que seja algo emblemático e estamos um pouco ansiosos para saber o que vai sair. Mas hoje, em Portugal, já temos seis escritórios e um dos maiores desafios que temos é garantir que, neste crescimento acelerado, as pessoas têm as melhores condições possíveis“, assegura, sublinhando: “Queremos que o campus seja um sítio onde as pessoas gostam de trabalhar e onde, no limite, gostariam de viver”.

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