Paulo de Azevedo pede demissão da presidência da STCP

  • Lusa
  • 28 Junho 2019

Segundo o jornal Público, que avançou a informação sobre a demissão, Paulo de Azevedo “já vinha a ponderar há algum tempo” a saída do cargo.

O presidente executivo da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), Paulo de Azevedo, apresentou a demissão do cargo, disse esta sexta-feira à Lusa fonte da empresa. Segundo o jornal Público, que avançou a informação sobre a demissão, Paulo de Azevedo “já vinha a ponderar há algum tempo” a saída do cargo que ocupa na sociedade detentora dos transportes rodoviários urbanos do Grande Porto. O ministro do Ambiente confirma o pedido de demissão e diz que Paulo de Azevedo se vai manter no cargo até final de julho, cabendo ao presidente da Câmara do Porto indicar o seu substituto.

A “gota de água” que o fez consumar o pedido “terá sido a reação do presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, à investida da transportadora pública, que admitiu pedir indemnizações à Área Metropolitana do Porto, enquanto autoridade de transportes, e às empresas privadas que há anos violam o direito de exclusividade da STCP no território do município do Porto”.

À entrada para reunião do Conselho Metropolitano do Porto, o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, disse à Lusa desconhecer o pedido de demissão de Paulo de Azevedo.

Paulo de Azevedo tentou, ainda segundo o jornal, que a Área Metropolitana impedisse, com os poderes de fiscalização e sancionatórios que detém, que a situação de concorrência ilegal se mantivesse em 2019. Tal concorrência teria gerado à STCP um prejuízo mínimo de quase 500 mil euros, só em 2018.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Paulo de Azevedo pede demissão da presidência da STCP

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião