5 coisas que tem de saber sobre o novo escritório da Microsoft

Desenhado para fomentar a conetividade humana, é uma consequência da evolução “à velocidade da luz” dos espaços de trabalho. O projeto de reabilitação do edifício é assinado pela Openbook Architecture

Na entrada, as cores fortes foram substituídas por tons neutros: as paredes brancas, os materiais locais e a abertura ao exterior marcam a sensação simultânea de familiaridade e de surpresa. Assinado pela Openbook Architecture, o projeto de reabilitação do edifício da Microsoft Portugal, em Lisboa, foi pensado para respeitar a evolução “à velocidade da luz” dos espaços de trabalho. “A tecnologia dita as regras, encurta distâncias e redefine métodos de trabalho”, explica o ateliê de arquitetura, assinalando que o processo de “conectividade humana continua a ser fulcral para o sucesso das organizações”. Foi esse o ponto de partida. Saiba o que pode encontrar. E sinta-se em casa.

1. Como em Portugal

Sendo uma multinacional, a Microsoft quis assegurar marcas locais num contexto global. Do projeto consta uma forte ligação local através de materiais “que definem o espaço e lhe conferem unicidade e originalidade”, explica o ateliê. Exemplos disso são as “texturas e os azulejos”, pormenores da cultura portuguesa que contrastam com a tendência global de “uniformização”.

2. Como em casa

O espaço foi desenhado segundo o princípio de home feeling, “através de espaços quentes e informais” que transmitam “conforto e bem-estar”, explica a Openbook Architecture. Assim, é sugerido aos trabalhadores que sejam eles próprios e que, sentindo-se como “em casa”, encontrem neste espaço um lugar onde liberem todo o seu potencial.

Instalações da Microsoft Portugal.Nuno Fox/ECO

3. Como por acaso

A ideia é que os encontros sejam ocasionais, ainda que inevitáveis. Todos os pisos têm pontos de encontro nas entradas, por onde todos passam. Ao mesmo tempo, os hubs foram pensados como “os espaços mais acolhedores dentro do edifício”.

4. Como em movimento

No escritório não há lugares marcados e as secretárias estão sempre vazias: a regra serve para fomentar a mobilidade de equipas, a colaboração e a partilha informal de ideias.

5. Como um convite a estar

A entrada da sede da Microsoft foi desenhada “para ser, por si só, uma experiência”. O impacto imediato é de “surpresa” que, ao mesmo tempo, “soa a familiar”. No espaço, o ateliê utilizou “materiais quentes, cores leves e texturas que criam um ambiente informal e acolhedor, e nos convidam a ficar”. O piso 0, sempre com uma porta aberta, é assim, um convite a entrar e a estar. Tudo porque a empresa quer “trazer pessoas para dentro do seu espaço, reforçando a sua abertura à comunidade e foco na conectividade humana”. Os espaços são contíguos à receção e incluem zonas de lazer, trabalho ou imersão no mundo Microsoft.

 

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