Rui Paiva continua à frente da WeDo após venda à Mobileum

O homem que fundou a WeDo Technologies em 2001 vai continuar a liderar a empresa após a venda à Mobileum, disse o próprio ao ECO.

O homem que fundou a WeDo Technologies, em 2001, vai continuar a liderar a tecnológica, mesmo depois da venda da empresa pela Sonaecom aos norte-americanos da Mobileum, disse ao ECO o próprio gestor. Questionado sobre se vai ficar na WeDo Technologies após a conclusão da operação, Rui Paiva respondeu: “Vou continuar pois”.

Esta era uma das dúvidas que permaneciam depois de a Sonaecom anunciar a venda da WeDo Technologies à Mobileum, empresa de serviços financeiros mobile e de tecnologia para o setor das telecomunicações, detida pelo grupo Audax. A operação foi comunicada ao mercado esta quarta-feira e poderá render quase 100 milhões de dólares à Sonae IM.

Já depois da publicação desta notícia, a WeDo Technologies assegurou ao ECO que “toda a equipa de gestão executiva da WeDo irá manter-se nas suas funções”. “O objetivo é que trabalhem junto com a nova empresa com o objetivo de reforçar as soluções desta nova empresa combinada e entregar o mesmo serviço de qualidade a que os nossos clientes e parceiros estão habituados”, disse fonte oficial.

Não é clara a estratégia da Mobileum para a WeDo Technologies. Contactada, a empresa ainda não respondeu. Mas, tal como o ECO noticiou, não é difícil encontrar possíveis sinergias que se poderão estabelecer com uma fusão deste género. As duas empresas têm um foco especial no setor das telecomunicações e desenvolvem soluções tecnológicas com base na análise de dados.

Fontes do setor ouvidas pelo ECO referem que o negócio deverá dar margem de crescimento à WeDo Technologies e, possivelmente, capacidade de investimento para que a empresa portuguesa possa reforçar as apostas atuais e, eventualmente, explorar novas áreas de negócio para além do negócio de revenue assurance, que tem atualmente um peso significativo na companhia.

A venda da WeDo dá-se poucos meses depois de a Sonae IM, detida pela Sonaecom, ter vendido a participação que tinha na Saphety aos membros da própria equipa de gestão, apoiados pelo fundo Oxy Capital. A Saphety comercializa soluções de software-as-a-service para faturação eletrónica em mercados como Portugal, Brasil e Colômbia. Ao mesmo tempo, o ramo de investimentos do grupo Sonae tem apostado na área da cibersegurança.

Um dos mais investimentos mais recentes foi a entrada no capital da Excellium e a fusão com a S21sec, mas também com a Nextel. O plano passa por criar um gigante europeu de prestação de serviços relacionados com a cibersegurança.

(Notícia atualizada às 19h37 com mais informações)

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