Faria de Oliveira admite sair da APB antes do fim do mandato

  • ECO
  • 26 Julho 2019

Mandato como presidente da APB, a associação que representa a banca, termina em 2020, mas Faria de Oliveira admite sair já no final deste ano. Nuno Amado poderá ser o sucessor.

Fernando Faria de Oliveira admite sair já no final deste ano da liderança da Associação Portuguesa de Bancos (APB), um ano antes do fim do seu mandato.

O antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) completa 78 anos em outubro e pode voltar a colocar o seu lugar à disposição no final do ano, como já tinha feito em dezembro de 2018. Mas desta vez os associados deverão aceitar a sua saída, revela o Jornal Económico (acesso livre).

Questionado pelo jornal, Faria de Oliveira deixou tudo em aberto: “Terminarei o mandato [no final de 2020] ou sairei antes do seu termo, de acordo com a vontade e os interesses dos associados e com o propósito que manifestei nesse sentido quando o iniciei”.

"Terminarei o mandato [no final de 2020] ou sairei antes do seu termo, de acordo com a vontade e os interesses dos associados e com o propósito que manifestei nesse sentido quando o iniciei.”

Faria de Oliveira

Presidente da APB

Concretizando-se a saída, o sucessor de Faria de Oliveira poderá ser eleito na próxima assembleia geral da APB. Nuno Amado, chairman do BCP, é o nome mais bem posicionado para ser o próximo líder da associação que representa o setor da banca, adianta o Jornal Económico.

Faria de Oliveira vai no seu terceiro mandato na APB. Devido à sua passagem pela CGD, entre 2008 e 2010, foi recentemente ao Parlamento explicar os atos de gestão à frente do banco público no âmbito da comissão parlamentar de inquérito à recapitalização. Juntamente com outros ex-administradores da CGD, Faria de Oliveira apresentou uma “queixa” na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) por causa da auditoria da EY.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Faria de Oliveira admite sair da APB antes do fim do mandato

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião