Regulador recomenda postos a reforçar stocks de combustível antes da greve

Regulador do setor dos combustíveis emitiu uma recomendação para as petrolíferas. Considera avisado que os postos reforcem os stocks de combustível antes da greve dos motoristas de matérias perigosas.

A Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) está preocupada com o impacto que a greve dos motoristas de matérias perigosas, a que se junta o sindicato dos motoristas independentes, poderá ter na distribuição de combustíveis. Nesse sentido, emitiu uma recomendação aos postos de abastecimento, aconselhando um reforço dos stocks.

“Mesmo reconhecendo as dificuldades que esta recomendação possa significar para algumas empresas, e dado e aproximar da data de início da greve dos motoristas de matérias perigosas (12 de agosto) a ENSE recomenda a todos os postos de abastecimento situados em território nacional, o reforço dos stocks de combustível, acautelando desta forma as existências“, diz o comunicado.

Recorde-se que a greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SINMM) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias está agendada para 12 de agosto, sendo que não há data para o seu fim. Esta vai ser a segunda paralisação do SINMM, depois da primeira em abril que deixou os postos de abastecimento sem gasolina nem gasóleo.

A ENSE diz que esta “é apenas uma recomendação, não configurando uma obrigação legal” para os postos de abastecimento. Procura, assim, garantir que pelo menos numa primeira fase existirá combustível nos postos.

Até ao momento não foram ainda revelados os serviços mínimos que os motoristas terão de cumprir nesta greve. Serão determinados pelo Governo, isto depois de as reuniões entre os trabalhadores e os patrões, a Antram, terem chegado ao fim sem acordo. O SINMM apresentou uma proposta de 25%, a Antram queria 70%.

O que já se sabe é que estarão assegurados fornecimentos de combustíveis a hospitais, centros de saúde, bem como outras estruturas de prestação de cuidados de saúde, além dos aeroportos. E ainda que existe uma rede de 326 postos de abastecimento prioritário espalhada pelo país.

(Notícia atualizada às 16h30 com mais informação)

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