Oposição britânica vai chumbar novamente proposta de eleições antecipadas na segunda-feira

  • Lusa
  • 6 Setembro 2019

Os nacionalistas galeses, os Liberais Democratas e Partido Trabalhista reuniram-se para discutir os esforços para impedir um Brexit sem acordo e a possibilidade de eleições antecipadas.

A oposição britânica indicou esta sexta-feira, após uma reunião no Parlamento, que vai chumbar a proposta do Governo de eleições antecipadas a 15 de outubro, que será votada na segunda-feira, preferindo que estas se realizem depois de 31 de outubro.

“Precisamos garantir que não existe uma consequência acidental de sairmos sem acordo da União Europeia como consequência de uma eleição”, afirmou o líder parlamentar do partido Nacionalista Escocês (SNP), Ian Blackford, em declarações à BBC.

Blackford disse que a oposição pretende que o projeto de lei que força o Governo a pedir um adiamento do ‘Brexit’ por três meses, de 31 de outubro para 31 de janeiro, é promulgado e cumprido pelo primeiro-ministro, Boris Johnson.

Na quinta-feira, Johnson disse que “preferia estar morto numa valeta” do que pedir a Bruxelas um novo adiamento, o qual considera “inútil”, desafiando a oposição a apoiar a proposta de eleições antecipadas.

“Todos sabemos o que ele está a tentar fazer. Ele está a tentar frustrar a vontade do Parlamento e já está a suspender o Parlamento. Nós vamos chamá-lo à responsabilidade, vamos escolher o momento dessa eleição”, acrescentou o dirigente político escocês.

A líder parlamentar dos nacionalistas galeses do Plaid Cymru, Liz Saville Roberts, confirmou que esta foi a decisão da reunião, que também incluiu os Liberais Democratas e Partido Trabalhista. “Estávamos unidos na nossa opinião, a nossa prioridade é, claro, impedir um ‘Brexit’ sem acordo”, vincou, também, em declarações à BBC, dando a entender que os partidos preferem uma eleição depois de 31 de outubro.

“Nós somos partidos da oposição. Todos nós queremos uma eleição nacional. Todos nós damos prioridade à necessidade de passar o dia 31 de outubro. Depois do dia 31 de outubro sim, prevejo que pode haver uma eleição nacional“, adiantou Saville Roberts.

O partido Trabalhista não foi tão longe nos comentários ao resultado da reunião, realizada por teleconferência, tendo apenas confirmado, em comunicado que foram discutidos os esforços em curso para impedir um ‘Brexit’ prejudicial sem acordo e realizar uma eleição nacional uma vez que isso esteja garantido”.

O Governo britânico anunciou na quinta-feira que pretende submeter ao Parlamento novamente na segunda-feira uma proposta para realizar eleições antecipadas a 15 de outubro. A mesma proposta foi inviabilizada na quarta-feira pela oposição, pois o Governo precisava do apoio de 434 deputados, correspondentes a dois terços do total dos membros da Câmara dos Comuns, mas só conseguiu 298 votos a favor.

O líder do partido Trabalhista justificou a posição com a necessidade de garantir que o projeto de lei é promulgado, o que o Governo prometeu agilizar, ao facilitar o processo legislativo para que seja concluído na segunda-feira.

A proposta de eleições antecipadas foi feita após uma derrota na Câmara dos Comuns na terça-feira, que permitiu à oposição e a um grupo de deputados conservadores introduzir legislação para impor um novo adiamento do ‘Brexit’ e impedir uma saída sem acordo em 31 de outubro.

O texto exige que o primeiro-ministro britânico peça uma nova extensão da data de saída até 31 de janeiro caso o parlamento não aprove um acordo de saída ou não autorize uma saída sem acordo até 19 de outubro. A extensão precisa depois de ser deferida unanimemente pelos restantes 27 Estados membros da UE.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Oposição britânica vai chumbar novamente proposta de eleições antecipadas na segunda-feira

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião