Estas empresas portuguesas vão acelerar até ao salão automóvel de Frankfurt

  • ECO
  • 10 Setembro 2019

Nos dias 10, 11, 12 e 13 de setembro, quatro empresas portuguesas vão participar no salão automóvel de Frankfurt. Veículos elétricos, condução autónoma e Brexit são os principais desafios.

Esta terça-feira e até 22 de setembro são dias de automóveis… pelo menos em Frankfurt. A IAA – Internationale Automobil Ausstellung vai receber centenas de empresas do setor sendo que, entre elas, estarão quatro portuguesas. Pelo segundo ano o talento português no mundo automóvel vai rumar à Alemanha, mas leva na bagageira vários desafios, entre eles os carros elétricos e autónomos.

Serão 12 dias de Feira Internacional do Automóvel de Frankfurt, que passarão a toda a velocidade, mas apenas três para conhecer o que de melhor se faz em terras lusas. Esta terça, quarta e quinta-feira, a CR Moldes (moldes metálicos), a Edaetech (componentes e acessórios), a Gensys (programação informática) e a Soplast (artigos de plástico) vão marcar presença no evento, embora já tenham experiência em trabalhar com o mercado alemão.

Para as entidades lusas, esta é uma oportunidade de se darem (ainda mais) a conhecer, o que se traduz num aumento das receitas. “A nossa expectativa é de que a presença neste evento, em conjunto com outras iniciativas, nos permita evoluir em volume de negócios entre 15 % a 20%”, adiantou ao ECO Mário Pereira, sales manager da Soplast.

Este é o segundo ano que a AEP e a AFIA participam em conjunto neste salão automóvel, considerado um dos mais importantes do setor, que reúne centenas de empresas, tais como Bosch, Bridgestone, Continental, Pioneer, Polytec, Siemens — cerca de 1.000 expositores de 40 países e mais de 800 mil visitantes.

Os veículos elétricos, a condução autónoma e até o Brexit

E a cada ano que passa, há novos desafios no setor aos quais as empresas têm de se adaptar. Entre eles estão os veículos elétricos que, na ótica da Soplast, ainda “levantam muitas dúvidas” ao cliente na hora da compra, nomeadamente “qual deles [modelos] vai emergir com menor custo e maior durabilidade, o que leva a um adiamento da compra”. Como se isso não bastasse, diz Mário Pereira, “as declarações do Governo [sobre os automóveis a diesel] não ajudam”.

Outro dos desafios é a condução autónoma, a eletrónica, os sensores, as câmaras e os ecrãs “touch”, explica o sales manager da Soplast. Destaque ainda para o Brexit, dado que as “empresas com fábricas no Reino Unido terão de verificar se as operações serão para manter no país e a que nível de produção”. Contudo, para Mário Pereira, “manter o crescimento que se deseja numa altura de mudanças crescentes e contração do mercado é o verdadeiro desafio”.

Portugal exportou 1,4 mil milhões de euros para a Alemanha

Para Portugal, o mercado alemão tem um peso bastante significativo: ocupa o segundo lugar no ranking das importações portuguesas e o terceiro nas exportações. “O setor automóvel é o que mais contribui nas trocas comerciais entre os dois países, representando 21% das exportações e 26,2% das importações”, refere a AEP, em comunicado.

No ano passado, Portugal exportou cerca de 6,65 mil milhões de euros para a Alemanha, dos quais 1,4 mil milhões disseram respeito a veículos e outro material de transporte, tendo importado 10,39 mil milhões, dos quais 2,72 mil milhões em veículos e outro material de transporte.

Já o país representa o 27.º mercado fornecedor para a Alemanha e o 33.º comprador. “Em apenas quatro anos, Portugal subiu cinco pontos na tabela de fornecedores, o que demonstra que as nossas empresas estão cada vez mais atentas às oportunidades de exportação no mercado alemão”, remata a AEP.

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