Faber lança novo fundo. Faber Tech II tem 30 milhões para investir

Faber Capital lança novo fundo. Metade do valor - 15 milhões - vem de um acordo assinado entre a gestora de capital de risco, o FEI e o IFD.

A Faber Ventures lançou esta terça-feira, no Web Summit, um novo fundo de investimento para startups tech no valor de 30 milhões de euros. Desse total, 15 milhões provêm de um acordo ao abrigo do programa Portugal Tech e do Plano Juncker, assinado entre o FEI (7,5 milhões), o IFD (7,5 milhões) e a Faber.

Com o objetivo de investir em startups ibéricas em fase inicial que desenvolvam software em torno de dados, o novo fundo é o quarto compromisso com fundos portugueses no âmbito do programa Portugal Tech, parceria de venture capital entre o FEI e a IFD anunciada pelo primeiro-ministro português, António Costa, há um ano, na abertura da anterior edição do Web Summit. Nos próximos cinco anos, o fundo de investimento em seed-stage quer financiar mais de 20 startups.

Fundada com uma “missão a longo prazo”, a Faber tinha como objetivo ser a “melhor empresa de micro-VC em estágio inicial na península ibérica. Com este fundo, explica Alexandre Barbosa, managing partner da Faber Capital, estas instituições “validam a nossa proposta de valor diferenciada”. “Esperamos poder apoiar em conjunto um novo portefólio de empreendedores audazes – o nosso enfoque de estágio / tecnologia e abordagem de valor agregado preenchem uma lacuna no sul da Europa e acreditamos que estamos bem posicionados para sermos investidores iniciais na próxima geração de startups de software centradas em dados a uma escala ibérica”, sublinhou.

“Investir é das coisas que vocês fazem melhor mas procurem, não só inovação mas projetos realmente disruptivos, novas tecnologias que vão criar mais emprego, e não apenas em Lisboa”, apelou Carlos Moedas. No entanto, Comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, sublinhou a necessidade de que, cada vez mais, haja mais dinheiro privado a financiar projetos. “É um problema que temos na Europa. Se olharmos para os números nos Estados Unidos, o investimento em capital de risco chega aos 40 mil milhões. Quando o país estava nos 35 mil milhões, na União Europeia esse valor não ultrapassava os cinco mil milhões”.

Comentando esta iniciativa, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, sublinhou que “investir em capital de risco é de vital importância na nossa estratégia para melhorar as ferramentas financeiras disponíveis para as empresas promissoras do ecossistema português”.

“Este acordo contribuirá para fortalecer o setor de capital de risco português, apoiando empresas inovadoras. A Web Summit representa o local ideal para assinar esse acordo”, disse o chefe da representação do grupo BEI em Lisboa, Kim Kreilgaard. Por seu lado, Pierluigi Gilibert, diretor executivo do FEI, assinalou que a instituição passa a beneficiar “de um conhecimento mais amplo no acesso ao ecossistema português de capital de risco”. Também o presidente executivo da IFD, Henrique Cruz, assinalou a importância da assinatura do acordo, que irá apoiar “investimentos em empresas portuguesas de base tecnológica”, bem como permitir “a grande alavancagem dos fundos públicos”.

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