Montenegro apresenta candidatura: “Sou candidato a presidente do PSD e a primeiro-ministro de Portugal

Luís Montenegro apresentou este domingo a candidatura à presidência do PSD, atualmente liderada por Rui Rio. E já anunciou qual será a prioridade se vencer: baixar IRS e IRC.

Luís Montenegro quer ser uma alternativa à liderança de Rui Rio no PSD, mas já faz mira a António Costa. O social-democrata apresentou este domingo em Lisboa a candidatura à presidência do PSD, que já tem o apoio de nomes fortes do partido como Maria Luís Albuquerque ou António Leitão Amaro.

Sou candidato a presidente do PSD e a primeiro-ministro de Portugal para garantir que, no nosso país, todos têm uma oportunidade para cumprir o seu sonho. É a força que sinto e a força que vem de dentro do PSD”, afirmou Montenegro.

“Compreendo com humildade que os portugueses olhem para o partido e perguntem para que serve o PSD. O que tenho eu a ver com as eleições internas? É a resposta a estas perguntas que me traz aqui”, sublinhou o social-democrata, apontando para a necessidade de garantir um país com mais prosperidade, justiça, cultura e igualdade de oportunidades. “É por isso que esta eleição a todo os portugueses. O que vão escolher é o candidato mais bem posicionado para assumir este compromisso”.

Montenegro diz que quer dar 12 anos de vida, ou seja, quatro anos de oposição e mais oito anos de governo. “Não estou aqui para ganhar a sondagens ou expectativas“, atirou, numa clara alusão ao discurso de Rui Rio nas últimas eleições. Depois de o PSD ter tido o pior resultado de sempre, o presidente do PSD rejeitou que fosse um “desastre” por ter conseguido mais votos do que as sondagens inicialmente lhe atribuíam.

Foi exatamente no seguimento das legislativas que se aprofundaram as divergências no partido. As diretas para eleger o presidente do partido vão realizar-se a 11 de janeiro e o congresso entre 7, 8 e 9 de fevereiro. De acordo com informações prestadas pelo secretário-geral do PSD José Silvano, à Lusa, uma eventual segunda volta realizar-se-ia no sábado seguinte à primeira data das eleições diretas, em 18 de janeiro.

Até agora, há três candidatos à presidência do PSD: o atual líder, Rui Rio, o antigo líder parlamentar Luís Montenegro e o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz. De acordo com os estatutos do PSD, é eleito presidente da Comissão Política Nacional o candidato que obtenha “a maioria absoluta dos votos validamente expressos”.

Montenegro promete não aprovar orçamentos de Costa. Quer baixar impostos

As eleições dentro do partido ainda não aconteceram e Luís Montenegro já está a fazer planos para quando liderar o PSD. Criticou o Governo liderado por António Costa e já tem propostas planeadas para se chegar a líder da oposição. “Vivemos tempos preocupantes”, afirmou.

“A propaganda do governo fala de um país em convergência, mas temos 20 países em 18 a crescer mais”, apontou, referindo que as “pessoas estão sufocadas por impostos” e que “o Estado viveu de ajudas” da conjuntura e da herança do Governo liderado por Pedro Passos Coelho. “São perigosamente pequenos os resultados. Estamos cada vez mais na cauda da Europa. Este país é a imagem de António Costa, o país do poucochinho“.

Montenegro prometeu que não fará quaisquer negociações de acordo com o partido socialista “porque, como já percebemos a propósito dos dois últimos assinados, só servem para simular a moderação e o a recentramento do PS”. Nem tão pouco irá aprovar orçamentos do Estado do PS “porque, como se percebeu muito bem na discussão do programa de Governo, o PS continua ligado ao partido comunista e ao BE”.

Em sentido contrário, o que pretende é cortar impostos. Por um lado, a redução gradual do IRS e do IRC e, por outro, a fusão da taxa máxima e mínima do IVA para um máximo de 20%. “Uma das primeiras propostas que apresentarei será de redução dos impostos sobre o trabalho e simplificação do regime do IVA“, anunciou.

“O PSD não é a bengala suplente do PS. O PSD serve para dar outra alternativa ao país. Isso implica mudar de vida. Mudar de vida dento do partido para depois mudar de vida ao país”, afirmou ainda Montenegro. “Não chega vencer às sondagens e às expectativas. Do que precisamos mesmo é de voltar a vencer eleições“.

“Alguns gostam de um partido pequeno, sem alma e sem ambição. Feito de gente acomodada, servil do chefe e condenado a perder. Essa não é a minha visão e não é o meu compromisso. O partido que quero liderar será grande e ambicioso. Capaz de vencer as próximas eleições para depois mudar as vidas das pessoas“, acrescentou.

(Notícia atualizada às 18h45)

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