António Saraiva considera que subida de 150 euros no salário mínimo é ambiciosa

  • ECO
  • 12 Novembro 2019

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal afirma que o aumento de 150 euros no salário mínimo até ao final da legislatura parece-lhe "ambicioso", dada a conjuntura económica internacional.

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, em entrevista à Renascença (acesso livre), considera que o aumento de 150 euros no salário mínimo nacional (SMN) até ao final da legislatura é “ambicioso”, dada a conjuntura económica internacional que se encontra num momento “mais desfavorável” e deve ser tida em conta.

Numa altura em que o Governo e parceiros sociais discutem a subida do SMN –, com a UGT e a CGTP a assumirem como meta chegar aos 750 euros nos próximos quatro anos –, António Saraiva alerta para o “amortecimento do crescimento” dos países com os quais Portugal tem relações comerciais, dando como exemplos a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos da América, o aumento de tarifas norte-americanas sobre produtos europeus ou os efeitos do Brexit na Europa.

Se agora, numa conjuntura mais desfavorável, em que os nossos parceiros comerciais, aqueles para quem exportamos, registam algum amortecimento do seu crescimento, em que há as guerras comerciais EUA/China, a guerra dos EUA com a Europa, os efeitos do Brexit, enfim, queremos agora, numa legislatura com um pouco de sinais mais complicados querer subir, não os 95 da legislatura anterior mas 150, parece-me ambicioso”, assinalou o presidente da CIP, no programa Três da Manhã, na Renascença (acesso livre).

António Saraiva defende que é necessária uma atitude mais ponderada, mas admite que “tudo é possível“. Ainda assim, o presidente do CIP não acredita que o crescimento económico e as condições externas da economia portuguesa permita fornecer “estabilidade para isso”.

Numa entrevista ao Jornal Negócios e à Antena 1, em outubro, o presidente do CIP tinha referido que o aumento do salário mínimo nacional dos atuais 600 euros para 700 euros até ao final da próxima legislatura “seria perfeitamente razoável”. Na altura, António Saraiva foi mais longe e sublinhou ainda que se a economia permitir, seria “até desejável que pudesse ser mais”.

Mais moderados que os sindicatos, os patrões preferem esperar pela proposta de Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. O primeiro-ministro António Costa, no discurso de tomada de posse, defendeu a subida do SMN para 750 euros até 2023.

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