Facebook tem “chatbot” que ajuda a responder às perguntas difíceis da família

Os funcionários da rede social são "bombardeados" com perguntas da família e amigos, sobretudo nas férias do Natal. Mas, agora, a empresa tem uma ferramenta interna que ajuda a responder.

O Facebook desenvolveu um chatbot para ajudar os trabalhadores a responderem a perguntas difíceis da família e amigos durante as férias do Natal. O aplicativo, que simula uma conversa, sugere respostas abertas a perguntas ou críticas previsíveis, como a de que a rede social está a destruir a democracia.

A existência desta ferramenta interna do Facebook foi noticiada pelo The New York Times (acesso condicionado). Entre as respostas sugeridas pelo chatbot estão: “o Facebook consulta especialistas nessa matéria”; “contratamos mais moderadores para verificar o conteúdo”; “estamos a trabalhar em inteligência artificial para encontrar [e remover] mensagens de ódio”; “a regulamentação é importante para resolver esse problema”.

O aplicativo até tem um nome: “Liam Bot”, refere o jornal, que salienta que a origem da designação é incerta. Além das respostas, remete os funcionários para comunicados oficiais e é ainda capaz de dar uma ajuda caso um familiar de um funcionário tenha um problema técnico relacionado com a rede social.

As respostas sugeridas, elaboradas pelo departamento de comunicação do Facebook, vão ao encontro do que tem vindo a ser repetido pelos executivos da empresa em público. O próprio fundador da empresa, Mark Zuckerberg, já foi criticado pelas respostas que dá, tendo sido acusado de falta de autenticidade e de atitude “robótica” quando, em 2018, respondeu às perguntas do Congresso dos EUA em pleno escândalo da Cambridge Analytica.

O Facebook confirmou a existência desta ferramenta. Ao jornal, uma porta-voz da empresa afirmou: “Os nossos funcionários pedem-nos regularmente informação para usar com os amigos e família em tópicos que surgem nas notícias, especialmente nas férias. Pusemos tudo num chatbot, que começámos a testar na primavera.” O “Liam Bot” já está a ser usado, tendo sido anunciado aos trabalhadores da empresa numa mensagem divulgada internamente.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Facebook tem “chatbot” que ajuda a responder às perguntas difíceis da família

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião