Principais bancos europeus já cobram comissões nos depósitos dos grandes clientes

  • ECO e Lusa
  • 10 Dezembro 2019

Agência Fitch adianta que os principais bancos europeus vão enfrentar maior pressão sobre as receitas no próximo ano devido ao arrefecimento da economia e aos juros baixos do BCE.

A Fitch considera que os principais bancos europeus vão enfrentar em 2020 maiores pressões sobre as receitas devido às fracas perspetivas sobre o crescimento da economia e o prolongamento das baixas taxas de juros.

Em informação divulgada esta terça-feira, a Fitch considera que a perspetiva negativa sobre os bancos da Europa ocidental em 2020 se deve ao facto de ser esperado enfraquecimento das receitas e da rentabilidade. Neste cenário de dificuldades de gerar negócio, os bancos continuem os esforços para aumentar a eficiência operacional, adianta a agência.

A Fitch considera ainda que, em 2020, os bancos europeus terão o desafio de gerir o custo do excesso de liquidez, pelo que estão a passar o excesso de liquidez para empréstimos ou investimentos em títulos.

Ao mesmo tempo, a maioria dos grandes bancos europeus já está a cobrar pelos depósitos de clientes institucionais e grandes empresas, seja através da aplicação de taxas de juros negativos ou de comissões específicas, uma tendência que já é prática também em Portugal. A Fitch nota, porém, que os bancos terão mais dificuldades em cobrar a particulares, “devido aos elevados riscos reputacionais e às limitações legais”, razão pela qual “a contínua pressão nas receitas vai obrigar os bancos a tomar decisões difíceis”.

A agência de rating indica ainda que para gerir a falta de lucros operacionais os bancos terão de fazer alterações aos seus modelos de negócios para serem mais competitivos e, logo, mais lucrativos.

Na semana passada, a Fitch avaliou o sistema bancário português, considerando que haverá uma nova fase de consolidação na banca a longo prazo, face à pressão sobre as receitas dos bancos e à necessidade de criar instituições mais resilientes.

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