Gasta muito em casa? Isto é o que muda na fatura em 2020

Enquanto certos elementos das contas que recebe todos os meses em casa vão ficar mais caros, como as telecomunicações, outros ficam mais baratos, como é o caso da eletricidade.

Ano novo, preços novos. Está a aproximar-se 2020, que vai trazer algumas mudanças, nomeadamente nas despesas que os portugueses têm com a sua casa. Desde a renda até às telecomunicações, há elementos que vão permitir poupar alguns “trocos”, mas outros vão acabar por equilibrar o peso destas despesas na carteira.

Por um lado, quem arrenda a casa e tem uma atualização todos os anos vai ter mais encargos em 2020. Ainda assim, não será um aumento tão significativo como foi sentido neste ano. A fatura da televisão, internet e telemóvel vai também ser mais avultada, para os clientes da Nos e da Meo.

Por outro, as famílias terão um alívio nas contas da eletricidade, sendo que poderá até ser mais significativa se a proposta de Orçamento do Estado para 2020 for aprovado. Para quem tem gás natural, não vai sentir diferenças, já que os preços não vão mexer. Veja tudo o que vai mudar.

 

Rendas vão subir

Os contratos de arrendamento para habitação que prevejam uma atualização anual do valor das rendas vão ser alvo de uma subida de 0,51% no valor a pagar mensalmente. Esta foi a taxa de inflação registada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nos 12 meses até agosto, e que serve de referência para a atualização das rendas ao início de cada ano.

Este aumento é, contudo, menos de metade do aumento de 1,15% registado pelas rendas no início de 2019.

Eletricidade fica mais barata

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos confirmou a 16 de dezembro uma descida de 0,4% nas tarifas da eletricidade no mercado regulado a partir de 1 de janeiro. Esta descida representa uma poupança de 18 cêntimos numa fatura média mensal de 43,9 euros. Para os clientes com tarifa social, a poupança deverá rondar os 11 cêntimos numa fatura mensal de 27 euros, que já integra um desconto social mensal de 17,78 euros.

Apesar de esta descida servir apenas para o mercado regulado de energia, a descida de 0,4% serve de referência para as empresas do mercado liberalizado.

Para 2020 está ainda prevista a criação de escalões de consumo de energia e a redução do IVA para os consumos mais baixos. A medida, prevista no Orçamento do Estado para 2020, ainda está sujeita à aprovação de Bruxelas, mas, se avançar, poderá significar uma redução do custo da fatura da luz para a generalidade das famílias portuguesas.

Gás natural não mexe

As tarifas reguladas de gás natural não vão mexer no arranque de 2020, depois da redução de 2,2% em outubro de 2019 para clientes finais com consumo inferior ou igual a 10 mil metros cúbicos.

Em causa estão cerca de 280 mil consumidores que “permanecem no comercializador de último recurso” e que representam 3% do consumo total nacional. Para estes, os preços vão manter-se os atuais até setembro de 2020, como tinha noticiado o ECO.

Telecomunicações ficam mais caras

As mensalidades dos pacotes de comunicações ficam mais caras para os clientes da Meo e da Nos, devido à atualização de preços ao nível da inflação, tendo como referência uma taxa de 1% para 2020.

Contudo, o agravamento é maior no caso da operadora da Altice Portugal, que estabeleceu um aumento mínimo de 50 cêntimos. Significa que uma fatura de triple play que custava 33,49 euros até dezembro passa a custar 33,99 euros já este mês quando, se a atualização fosse feita com base na taxa de inflação prevista deveria aumentar apenas para 33,83 euros.

No caso da Nos, “os preços de alguns serviços serão atualizados, conforme previsto nas condições de serviço, em 1%, que corresponde à última taxa de inflação nacional anual publicada pelo INE”, como já tinha revelado a operadora. A Vodafone e a Nowo, por sua vez, prometem que não farão aumentos generalizados de preços em 2020.

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