Revista de imprensa internacional

A presidente da Comissão Europeia está novamente sob suspeita. Quase uma ano e meio depois, os EUA retiram a China da lista dos manipuladores de moeda. Opel corta mais de dois mil empregos até 2025.

A marcar a atualidade internacional estão novas suspeitas que envolvem Ursula von der Leyen no tempo em que era ministra da Defesa da Alemanha. Isto, na semana em que se sabe que a Comissão Europeia pretende avançar com o salário mínimo europeu. Também é notícia mais uma ronda de cortes na força de trabalho do setor automóvel: a Opel tenciona despedir 2.100 funcionários em cinco anos, ou 4.100 até ao fim da década. Numa altura em que os protestos no Irão continuam, as autoridades iranianas já fizerem detenções pelo abatimento do avião ucraniano.

Der Spiegel

Presidente da Comissão Europeia novamente sob suspeita

O parlamento alemão está a investigar as suspeitas que envolvem a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a atribuição de contratos a consultoras externas no tempo em que era ministra da Defesa. E pouco tempo depois de se saber que a então ministra alemã apagou mensagens de um telemóvel que usou enquanto estava em funções, e que poderiam servir de prova, o Der Spiegel avançou que, afinal, existe um segundo telemóvel usado por Von der Leyen, do qual a própria também terá apagado todas as mensagens.

Leia a notícia completa no Der Spiegel (acesso livre, conteúdo em alemão).

Financial Times

Estados Unidos retiram China da lista dos manipuladores de moeda

O departamento do Tesouro norte-americano retirou a China da lista de “manipuladores de moeda”, uma tentativa de aliviar as tensões com Pequim antes da assinatura da primeira fase do acordo comercial entre os dois países, já esta quarta-feira, 15 de janeiro. “A China comprometeu-se a abster-se da desvalorização competitiva e, ao mesmo tempo, promover a transparência e prestação de contas”, disse Steven Mnuchin, secretário do Tesouro. Pequim tinha entrado para a lista negra dos EUA no verão passado, quando o câmbio do yuan ultrapassou os sete dólares pela primeira vez desde 2008 — ou seja, a moeda chinesa desvalorizou face à moeda norte-americana, o que tende a beneficiar as exportações chinesas para território norte-americano.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Bloomberg

Opel vai cortar mais de 2.000 empregos até 2025

A Opel, do grupo PSA, tem um plano para eliminar 4.100 postos de trabalho até 2029. No entanto, a maior parte deverá desaparecer já na primeira metade da década, com a empresa a planear despedir 2.100 pessoas até 2025. A medida vai ao encontro dos planos que têm sido anunciados por outras fabricantes de automóveis, numa altura em que estas empresas se têm contraído por causa da desaceleração das vendas e dos efeitos da transformação tecnológica.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

El País

Bruxelas dá o primeiro passo para a criação de um salário mínimo europeu

A Comissão Europeia prevê começar esta semana o longo caminho para criar um salário mínimo europeu, uma das propostas mais destacadas da nova comissão. A entidade liderada por Ursula von der Leyen pretende que os países da União Europeia fixem um salário mínimo de remunerações em 60% do salário médio de cada país. Esta ideia já foi criticada pelos países nórdicos, que alertam que a medida pode prejudicar ou esvaziar as negociações entre parceiros sociais.

Leia a notícia completa no El País (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Reuters

Irão já fez de detenções pelo derrube do avião ucraniano

As autoridades iranianas já efetuaram detenções alegadamente relacionadas com a queda do avião civil ucraniano atingido por um míssil nos arredores de Teerão, na passada quarta-feira. Os números das pessoas alegadamente envolvidas não foram divulgados. Também esta terça-feira o presidente do Irão garantiu que o país vai “punir” todos os responsáveis pelo incidente. “Todos aqueles que têm de ser punidos vão ser castigados”, sublinhou Hassan Rohani.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

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