Abanca lucra mais de 400 milhões em 2019

O Abanca, que está na corrida pelo EuroBic, registou lucros de 405 milhões de euros em 2019, um aumento de 6,7% face a 2018.

O Abanca registou lucros de 405,0 milhões de euros em 2019, um aumento de 6,7% face ao mesmo período do ano anterior. Em 2018, o banco liderado por Juan Carlos Escotet lucrou cerca de 380 milhões.

O banco explicou que fruto de uma reorganização societária ocorrida durante o ano passado, depois de a holding ter sido absorvida pelo banco, houve lugar mudanças nas contas de 2018. Em vez dos lucros de 437 milhões, registou um lucro de 380 milhões. Que subiram agora quase 7% para 405 milhões em 2019.

O Abanca é um dos interessados na compra do EuroBic, onde a empresária angolana está a vender a sua participação de 42,5%. Escotet confirmou esse interesse na conferência de resultados realizada esta terça-feira. “Não sabemos qual a posição dos outros acionistas [do EuroBic]. Se não houver um mínimo de 75% do controlo, não participamos”, assegurou.

Em 2019, o Abanca comprou a operação de retalho do Deutsche Bank em Portugal e ainda o Banco Caixa Geral, da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Espanha, cuja integração ficará plenamente concluída no próximo mês, referiu Escotet.

Em relação a Portugal, o Abanca adiantou que o negócio está a correr melhor do que o planeado, em todas as frentes: mais 20% dos resultados do que o previsto, com os depósitos de clientes a crescerem mais 14% do que o esperado, assim como o crédito a ficar 6,4% acima.

Estas duas aquisições estão na base do crescimento do volume de negócios (depósitos e crédito) do Abanca no ano passado: superou pela primeira vez os 85 mil milhões de euros, após ter registado um crescimento superior a 20%. Enquanto os empréstimos a clientes cresceram quase 23% para mais de 35 mil milhões de euros, os recursos aumentaram 24% para 48,3 mil milhões.

Contas feitas, Portugal representa já 7% das receitas do Abanca (contributo de 50 milhões de euros) e 8% do volume de negócios (6,7 mil milhões no balanço).

A margem financeira (diferença entre juros recebidos no empréstimos e os juros pagos nos depósitos) melhorou 5,8% para os 780 milhões de euros.

Sobre a qualidade do balanço, o banco registou em 2019 uma nova descida no seu nível de empréstimos duvidosos, que foi de 5,6% no conjunto da entidade, situando a taxa de incumprimento em 2,8%. “O Abanca é o primeiro banco por cobertura de ativos não produtivos, com uma taxa de cobertura total de 58,8%”, assegura a entidade.

O Abanca salienta ainda que cumpre confortavelmente os rácios de capital.

Jornalista viajou a Santiago de Compostela a convite do Abanca

(Notícia atualizada às 12h33)

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