Com EuroBic, “damos um salto importante” em Portugal, diz o dono do Abanca

Juan Carlos Escotet, dono e chairman do Abanca, considera que a aquisição do EuroBic vai permitir ao banco galego dar-lhe "vocação ibérica".

Juan Carlos Escotet, dono e chairman do Abanca, considera que a aquisição do EuroBic vai permitir ao banco galego dar um “salto importante” na estratégia de criar uma instituição financeira de vocação ibérica.

“É uma operação com todo o sentido estratégico. A nossa aposta é ibérica, é termos uma vocação ibérica e dar um salto importante em volume de negócios porque supõe a incorporação de mais de 11 mil milhões ao nosso volume de negócios”, referiu Escotet em declarações aos jornalistas que foram publicadas em vídeo no site do Abanca.

Escotet assinou há poucas horas o acordo para a compra de 95% do capital do EuroBic, depois de Isabel dos Santos ter anunciado há três semanas que estava de saída da estrutura acionista do banco português na sequência da polémica em torno do Luanda Leaks.

Para o Abanca, a aquisição do EuroBic significa que estar mais perto de superar a marca dos 100 mil milhões de euros em crédito e depósito. “Como sabem, é uma referência em termos de escala mínima para assegurar a rentabilidade e sustentabilidade”, disse.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Com EuroBic, “damos um salto importante” em Portugal, diz o dono do Abanca

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião