5 coisas que vão marcar o dia

Como está a evoluir a dívida pública portuguesa? O Banco de Portugal responde esta segunda-feira com dados atualizados. E a Impresa apresenta resultados.

No dia em que o Banco de Portugal publica a nota de informação estatística sobre a dívida pública, a Impresa apresenta os seus resultados anuais. A OCDE divulga relatório sobre impacto do coronavírus na economia mundial e a bolsa nacional volta a negociar depois de um trambolhão causado pela epidemia.

Como está a evoluir a dívida pública?

O Banco de Portugal publica, esta segunda-feira, a nota de informação estatística sobre a dívida pública registada em janeiro. De acordo com os dados divulgados no início de fevereiro, no final do último ano, a dívida pública totalizou 249,74 mil milhões de euros, o que representou um salto de 597 milhões de euros face ao ano anterior. Face a novembro, registou-se uma quebra de 1.386 milhões e euros.

Impresa apresenta resultados

A Impresa apresenta, esta segunda-feira, os seus resultados relativos ao último ano. Entre janeiro e setembro de 2019, a dona da SIC mais do que duplicou os lucros para 2,9 milhões de euros com a ajuda das receitas geradas pelas chamadas de valor acrescentado. Estes proveitos ultrapassaram mesmo os ganhos conseguidos com a venda de títulos como o Expresso. Nos primeiros nove meses de 2019, a Impresa conseguiu 7,2 milhões de euros com a circulação de títulos enquanto as chamadas telefónicas de valor acrescentado renderam 8,89 milhões de euros.

Que impacto está a ter coronavírus na economia mundial?

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulga, esta segunda-feira, o Interim Economic Outlook, relatório que inclui estimativas a curto prazo do crescimento da economia mundial. Desta vez, os especialistas da OCDE dedicaram também um capítulo ao impacto do surto de coronavírus na economia global, num momento em que a epidemia já prejudicou as operações de múltiplas empresas e continua a pressionar os mercados bolsistas de todo o mundo.

Nova semana em Lisboa, depois de queda de 12%

Depois de o surto de coronavírus ter levado a bolsa de Lisboa a ter a pior semana desde outubro de 2008, a praça nacional volta esta sexta-feira às negociações. Nas últimas cinco sessões, o PSI-20 caiu 11,55% devido à rápida propagação do coronavírus e ao receio dos impactos dessa epidemia na economia global. Em apenas uma semana, a bolsa lisboeta perdeu 7,4 mil milhões de euros em capitalização de mercado.

Os portugueses fazem muitas compras online?

A DPD apresenta, esta sexta-feira, o E-Shopper Barómetro, um relatório sobre as tendências de compras online dos portugueses. Gostaria de saber mais sobre as tendências de compras online dos portugueses? Sabe o que procura o e-shopper regular? São estas as questões que serão respondidas neste estudo que “aponta as tendências comportamentais” do comércio digital por terras lusitanas e no Velho Continente. O relatório promete ainda traçar o perfil de três e-shoppers.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

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