Portugueses veem no e-commerce uma forma de poupar dinheiro

O comércio eletrónico em Portugal continua aquém da média europeia, mas os portugueses são dos que mais veem neste fenómeno uma forma de poupar dinheiro.

Quem compra online em Portugal acredita que o e-commerce permite poupar dinheiro. A conclusão faz parte do barómetro do comércio eletrónico de 2019, um estudo realizado e apresentado pelo grupo DPD, que junta as antigas marcas Chronopost e Seur. Ainda assim, o comércio eletrónico no país continua aquém dos pares europeus em vários indicadores.

Entre as 1.000 pessoas que fizeram compras na internet em Portugal e que responderam ao inquérito, 72% admitiram que “poupam dinheiro” ao comprar online. Este dado sobre o mercado nacional ficou seis pontos percentuais acima da média europeia, num trabalho desenvolvido pela GfK e que envolveu mais de 23.200 entrevistas em 21 países europeus.

“Em Portugal, o e-commerce é, acima de tudo, percebido como uma forma de poupar dinheiro”, considera a DPD, no relatório divulgado esta segunda-feira. Ao desbloquear o acesso a um mercado mais globalizado, os e-shoppers regulares veem no comércio eletrónico a possibilidade de compararem preços e acederem a alternativas que, por vezes, são mais acessíveis.

Segundo o barómetro da DPD, os produtos mais comprados pelos consumidores nacionais são artigos de moda, seguindo-se as categorias de “beleza/saúde” e de livros. “Grande parte das compras são feitas cross-border [fora do país de origem, neste caso Portugal], com 70% a fazerem compras na China”, aponta a empresa de entrega de encomendas. Espanha e Reino Unido são os outros países no pódio das compras feitas pelos consumidores nacionais.

No entanto, Portugal continua longe da liderança no comércio online em termos europeus: “Em Portugal, o e-shopping está ligeiramente menos maduro que em outros países ocidentais da Europa, com apenas um terço dos e-shoppers portugueses a comprarem online mensalmente”, aponta o grupo DPD.

Mas não é só. Segundo a empresa, “os e-shoppers regulares portugueses têm menos experiência do que os pares europeus, tendo 47% deles começado a comprar online há mais de cinco anos”, muito aquém dos 62% da média europeia. No entanto, são consumidores que “compram muito em sites estrangeiros” — 82% em Portugal, contra 62% da média europeia, segundo a informação apurada no estudo.

Outro dado pouco animador é a percentagem de compras online no total de compras feitas pelos e-shoppers regulares em Portugal. O estudo concluiu que esse peso é de 9,8% do total, abaixo dos 13,5% da média europeia.

Os inquéritos foram feitos “às cegas”, ou seja, os inquiridos não sabiam que o estudo estava a ser promovido pela DPD. Além disso, numa apresentação com jornalistas, a empresa não foi capaz indicar quantos dos 1.000 inquiridos em Portugal eram, efetivamente, consumidores portugueses e quantos seriam consumidores estrangeiros a comprar em Portugal.

Mesmo assim, o estudo lança alguma luz sobre o fenómeno do comércio eletrónico no país, indo ao encontro dos números oficiais da Comissão Europeia, que têm colocado Portugal atrás da média da União Europeia nesta tendência. Segundo o Eurostat, em 27 países da União Europeia (incluindo Reino Unido e exceto Malta), Portugal figurava na 17.ª posição em 2018.

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