Portuguese Women in Tech vai dar mentoria a estudantes de tecnologia

A plataforma Portuguese Women in Tech criou um programa de mentoria para jovens mulheres recém-licenciadas ou estudantes de tecnologia. Há 50 vagas e as inscrições estão abertas até 15 de março.

A plataforma Portuguese Women in Tech lançou um programa de mentoria de cinco meses para 50 recém-licenciadas e jovens estudantes de tecnologia. As inscrições podem ser submetidas no site oficial da PWiT até 15 de março. O objetivo é dar oportunidade a jovens com formação em tecnologia, design e data science, de terem formação com profissionais de diferentes áreas de especialidade e prepararem-se para o mercado de trabalho.

Ao longo de cinco meses, o programa de mentoria vai decorrer através de sessões presenciais, online e eventos de comunidade. “A missão deste iniciativa é ligar as jovens que procuram guidance a profissionais inspiradoras que podem partilhar a sua experiência e rede, ensinando as mais jovens a fazerem a sua voz ser ouvida no ruído do mercado de trabalho e a ter um mindset empreendedor e ativo“, refere a PWiT em comunicado.

Esta é uma oportunidade única para jovens que se queiram preparar para um futuro profissional desafiante e que queiram aprender com algumas das mulheres com mais experiência no ecossistema nacional”, sublinha Inês Santos Silva, cofundadora da Portuguese Women in Tech.

O crescimento profissional e de aprendizagem, através de mentoria, é uma das oportunidades mais atrativas para as mulheres, em qualquer empresa. Esta é uma vontade transversal, das profissionais já no mercado de trabalho às jovens que acabaram de entrar no seu primeiro desafio profissional”, refere a PWIT em comunicado.

Depois da primeira fase, seguem-se os eventos de kick-off, a 23 de março na Casa de Impacto, em Lisboa e, a 25 de março, na Founders Founders, no Porto.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

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