Transportes públicos em Lisboa lideram insatisfação dos clientes

Os transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa foram o serviço que obteve o pior resultado no índice de satisfação nacional do cliente, revelou a Nova IMS.

Os transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) voltaram a obter o pior resultado no índice de satisfação nacional do cliente, o que acontece há sete anos consecutivos. Banca e seguros foram os únicos setores que não aumentaram em satisfação, enquanto o das comunicações lidera as reclamações.

Elaborado pela Nova IMS, APQ e IPQ, este índice “mede a qualidade de produtos e serviços oferecidos no mercado nacional” com base na satisfação do cliente. Em causa, 16 setores inseridos em seis áreas verticais: banca, seguros, comunicações, energia, transportes públicos e águas.

“O cumprimento de horários, o tempo de espera nas paragens, a disponibilidade de lugar sentado e a segurança no que se refere à proteção contra o crime são os aspetos que mais pesam na avaliação dos clientes de transportes públicos em Lisboa”, diz o coordenador da equipa que desenvolveu o trabalho, Pedro Simões Coelho, citado num comunicado.

Ao mesmo tempo, o coordenador fala numa “melhoria significativa na perceção dos preços dos transportes, provavelmente justificada pela entrada em vigor” dos passes únicos, acrescenta o profissional.

Em sentido inverso, o melhor resultado no índice foi obtido pelo setor do gás em garrafa, seguindo-se o setor dos combustíveis, refere a Nova IMS em comunicado. Mas, “no setor da energia, o setor da eletricidade é aquele que apresenta os mais baixos índices de satisfação do cliente, principalmente devido aos preços praticados pelas empresas comercializadoras”, refere a nota.

No geral, todos os setores subiram no nível de satisfação dos clientes face à edição anterior de 2018, exceto a banca e os seguros: “A relação qualidade-preço pesa sobretudo no setor da banca, nomeadamente no que toca às taxas e comissões associadas aos produtos e serviços bancários, às remunerações nos depósitos e aplicações a prazo e às taxas praticadas no crédito”, conclui a instituição.

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