Portugal Fashion mostra o melhor da moda nacional, mas à porta fechada

Todos os desfiles do Portugal Fashion serão realizados à porta fechada com transmissão em direto via streaming. O acesso é limitado e são várias as medidas de contingência em cima da mesa.

No ano que comemora o seu 25.º aniversário, o Portugal Fashion está a decorrer na Alfádega do Porto à porta fechada. Os modelos desfilam até sábado, mas com um plano de contingência bastante apertado, numa altura que subiu para 78 o número de pessoas infetadas em Portugal pelo novo coronavírus.

É uma edição realmente atípica num ano muito especial para nós onde depositamos uma grande expectativa. Temos o parecer técnico que estão reunidas as condições para que o que é profissional e não social, ou seja dinâmicas complementares aos desfiles, possam acontecer”, refere ao ECO a diretora do Portugal Fashion, Mónica Neto.

A diretora do Portugal Fashion explica ainda que “foi uma decisão bem ponderada”.Temos uma opinião técnica a dizer-nos que o risco de estar no Portugal Fashion é o mesmo que estar a trabalhar numa situação normal ou ir ao supermercado. Com estas palavras acabamos por ganhar algum conforto”, refere a diretora do Portugal Fashion. “Não estamos livres que alguma coisa possa acontecer como poderá acontecer a qualquer pessoa, neste momento, no seu dia-a-dia em qualquer espaço”, acrescenta.

Temos um plano de contingência e temos em cima da mesa uma série cuidados em relação ao funcionamento do evento.

Mónica Neto

Diretora do Portugal Fashion

A organização do evento foi aconselhada pela DGS e pelo Governo a tomar uma série de medidas preventivas. “Temos um plano de contingência e temos em cima da mesa uma série cuidados em relação ao funcionamento do evento”, explica Mónica Neto ao ECO.

“Fomos sempre estudando vários planos com a DGS e o Governo e fomos sempre muito bem acompanhados a esse nível. Foi planeando aquilo que era possível ser feito de forma a não comprometer nunca aquilo que é a componente profissional, a estratégia de comercialização e internacionalização destes designers todos que apresentam as suas coleções connosco”, esclarece Mónica Neto.

Este ano, a 46.ª edição do Portugal Fashion estendia-se até à Casa da Arquitetura em Matosinhos, que optou por fechar portas e cancelar todas as dinâmicas culturais. Com esta decisão o desfile de Katty Xiomara que ia decorrer amanhã na Casa da Arquitetura, será realizado na Alfândega do Porto.

Face ao perigoso de contágio, Inês Torcato anunciou que cancelou o desfile previsto para esta noite na Alfândega do Porto. A designer afirma que a decisão de cancelar o desfile onde iria apresentar a sua nova coleção outono/inverno 2020/21 “não foi tomada de ânimo leve e pede “compreensão”. “A apresentação da coleção é o culminar de muitos meses de trabalho que agora ficam postos de parte, mas por respeito à minha equipa, a mim mesma e a todas as pessoas envolvidas nesta apresentação, não posso, nem quero, expor ninguém a uma potencial situação de risco“, explica Inês Torcato, em comunicado.

O evento é restrito à equipa de bastidores, staff e profissionais de comunicação social portuguesa e influenciadores digitais credenciados. Está prevista a entrada externa de 150 a 170 pessoas, no máximo. Mónica Neto adianta ao ECO que esses números “estão abaixo do limite e estamos a ser bastantes contidos. Neste momento não temos mais do que 70 a 80 pessoas”, avança a diretora do Portugal Fashion.

Não estamos livres que alguma coisa possa acontecer como poderá acontecer a qualquer pessoa, neste momento, no seu dia-a-dia em qualquer espaço.

Mónica Neto

Diretora do Portugal Fashion

Face ao perigo de contágio e às recomendações do Governo a organização do Portugal Fashion decidiu cancelar o desfile de Luís Borges e o desfile do designer italiano Gilberto Calzolari, agendado para amanhã, porque o criador e equipa são oriundos de Itália, o segundo país mais afetado com esta pandemia mundial.

Para Mónica Neto, do ponto de vista económico, o coronavírus não está a afetar apenas a moda, está a afetar todos os setores a nível mundial, “principalmente a indústria que está a ser gravemente lesado com esta situação”.

(Notícia atualizada às 15h15)

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