“Não vamos atingir o ponto de ruptura do SNS”, garante o primeiro-ministro

António Costa garante que não falta material de proteção e que o Serviço Nacional de Saúde não vai atingir o ponto de rutura.

Não vamos atingir o ponto de rutura e é para isso que estamos a trabalhar”, afirma o primeiro-ministro quando questionado sobre qual o momento a partir de qual o Serviço Nacional de Saúde atingirá o seu limite, à semelhança do que já aconteceu em Itália. Em entrevista à TVI, António Costa garante que não falta material de proteção no país e que ainda não há recurso à reserva estratégica do país.

“Pelos estudos que temos, no pior dos cenários, nunca vamos perder o controlo da situação”, disse António Costa, evitando responder diretamente à insistência dos jornalistas para que apontasse o número de casos e de internamentos a partir do qual o SNS entraria em rutura.

Recusando adotar um discurso otimista, António Costa frisou que “seria um erro diminuir a dimensão da emergência“. “Mas é preciso ter calma para não entrar em pânico”, alertou. Portugal contava esta segunda-feira com 2.060 casos confirmados e 23 vítimas mortais.

António Costa elencou os vários meios que estão ao dispor do SNS para travar a pandemia, nomeadamente, o reforço dos profissionais de saúde (mais mil médicos e mais 1.800 enfermeiros), a existência de 1.142 ventiladores, com uma “margem muito significativa” tendo em conta os que estão em utilização, e o reforço da linha SNS24 para “diminuir a pressão sobre o conjunto do sistema”.

“E estamos a adquirir. Pagámos dez milhões de dólares por 500 ventiladores da China que chegam até 14 de abril”, disse António Costa. Esta é a data agora prevista para o pico da pandemia em Portugal, de acordo com os mais recentes estudos epidemiológicos. Mas, esta terça-feira, vão ser apresentados novos resultados ao Executivo, Presidente da República, partidos, etc., por isso o primeiro-ministro esquivou-se a dar um número exato para a possibilidade de rutura do SNS.

Em termos de disponibilidade de camas, Costa disse ainda que segunda-feira abre um piso do hospital militar da Ajuda onde estão a ser feitas obras para que esta infraestrutura se junte à resposta pública à doença. Ao nível das Forças Aramadas existe uma reserva de cerca de duas mil camas.

Recordado das afirmações de Marcelo Rebelo de Sousa de que nesta crise não haveria mentiras para responder se há ou não falta de material para proteger os profissionais de saúde, António Costa começou por dizer que a reserva estratégica estava “a ser disponibilizada”, mas depois garantiu que ainda não se está a recorrer a essa reserva. Mas perante a forte procura destes materiais, o primeiro-ministro disse que a Direção Geral de Saúde vai publicar normas para a utilização de proteções adequadas às diferentes funções que cada um exerce. Além disso, garantiu que está em curso um “processo de compra gigantesca para reforçar os recursos existentes, para profissionais de saúde”.

Quanto à política levada a cabo em termos de testes, António Costa recusou responder se vai alargar o critério para testar pessoas e remeteu essa decisão para a Direção-Geral de Saúde. “Os protocolos clínicos devem ser seguidos pelos clínicos. A pior coisa que podemos fazer neste cenário é politizar aquilo que é a decisão técnica“, disse. Ainda assim, avançou que Portugal comprou “280 mil testes rápidos”, que chegarão ao longo dos próximos dias. “Esta semana chegarão 80 mil”, precisou. Por outro lado, está uma empresa nacional a “testar outra modalidade de testes e começará a testá-los no Hospital da Cruz Vermelha no final da semana”, acrescentou.

(Notícia atualizada)

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