Ameaça do Covid-19 pesa em Wall Street. Bolsas caem 3%

Apesar dos estímulos orçamentais e monetários, as bolsas norte-americanas voltam a negociar no “vermelho”, com a crescente ameaça dos EUA se tornarem no epicentro da epidemia do novo coronavírus.

Depois de três dias de ganhos, as bolsas norte-americanas voltam a negociar no “vermelho”, seguindo a tendência europeia. A ameaça de os EUA se tornarem o epicentro do novo coronavírus, dado o aumento de novos casos, penaliza o sentimento dos investidores.

O índice de referência S&P 500 recua 3,34% para 2.542,16 pontos, enquanto o industrial Dow Jones desvaloriza 3,76% para 21.703,86 pontos, depois de na sessão anterior ter registado o maior ganho diário desde a década de 30. Ao mesmo tempo, o tecnológico Nasdaq perde 2,98% para 7.565,07 pontos.

Apesar da agitação registada durante esta semana, os investidores continuam receosos quanto ao impacto do Covid-19 na maior economia do mundo. Os EUA são agora o país do mundo com mais casos confirmados por infeção de Covid-19, tendo esta quinta-feira ultrapassado a China. O número de infetados já são quase 86 mil, sendo que há 1.259 mortes registadas desde que o surto foi detetado no país. A Organização Mundial de Saúde já alertou que os EUA podem vir a tornar-se o epicentro do vírus.

Além disso, e a associar-se a este sentimento negativo, está a volatilidade nos preços do petróleo, com as medidas globais de isolamento a causar um colapso sem precedentes na procura pela matéria-prima. Ainda esta sexta-feira, a Agência Internacional de Energia veio alertar que a procura mundial por petróleo está em queda livre, acrescentando que poderemos ver uma quebra na procura por petróleo de “até 20 milhões de barris por dia” por causa do coronavírus.

A pesar nas cotações de petróleo, está ainda o conflito Arábia Saudita e a Rússia, que se mantém ativo, com os sauditas a injetarem produção extra no mercado. Além disso, a Rússia pediu um novo acordo à OPEP+ para equilibrar os mercados petrolíferos, avança a Reuters. Nesse contexto, Brent de referência europeia desvaloriza 4,52% para 25,14 dólares por barril, enquanto o crude WTI, a negociar em Nova Iorque, perde 4,2% para 21,64 dólares.

Perante este cenário, as empresas do setor petrolífero estão a ser fortemente afetadas. A Exxon Mobil perde 5,48% para 36,69 dólares, já os títulos Chevron desvalorizam 7,26% para 70,83 dólares.

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