Revista de imprensa internacional

Boris Johnson foi hospitalizado para novos exames. No Japão, o primeiro-ministro, Shinzo Abe, vai declarar Estado de Emergência e em Espanha, mais três milhões de trabalhadores estão em lay-off.

No primeiro dia da semana, o novo coronavírus continua a marcar a atualidade internacional. O encerramento de fábricas automóveis pode custar à indústria mais de 100 mil milhões de dólares. No Japão, o primeiro-ministro, Shinzo Abe, vai declarar estado de emergência a partir de amanhã. No Reino Unido o primeiro-ministro inglês, Boris Johnson, foi hospitalizado este domingo para novos exames, mas continua ao comando do executivo. Em Espanha, mais três milhões de trabalhadores estão em lay-off.

BBC

Boris Johnson hospitalizado continua “ao comando” do executivo

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, infetado com o novo coronavírus, continua “aos comandos” do governo apesar de ter sido hospitalizado, disse esta segunda-feira o ministro da Habitação. “Hoje, ele [Boris Johnson] está no hospital para realizar testes, mas vai continuar a ser informado sobre o que se passa e continua aos comandos do governo”, disse esta segunda-feira à BBC Robert Jenrick.

Leia a notícia completa na BBC (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

The Guadian

Japão declara estado de emergência

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, vai declarar estado de emergência a partir de amanhã, numa altura que o Japão conta com 85 vitimas mortais e mais de 3.500 pessoas infetados com o novo coronavírus. Só a região de Tóquio tem mais de mil pessoas infetadas. Face a esta pandemia, o governo japonês está a preparar um pacote de estímulo para suavizar o impacto numa economia que já fragilizada.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês).

Financial Times

Encerramento de fábricas de automóveis pode custar à indústria mais de 100 mil milhões

Todos os grandes construtores automóveis europeus suspenderam a produção devido às perturbações causadas pela propagação do coronavírus. O encerramento das fábricas de automóveis na Europa e na América do Norte vai custar à indústria mais de 100 mil milhões de dólares em receitas perdidas, caso o encerramento se prolongue até ao final de abril.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

El Economista

Mais três milhões de espanhóis em lay-off

Mais de três milhões de espanhóis deixaram de trabalhar temporariamente por causa do impacto da Covid-19, com Espanha a registar quase 450 mil pedidos de layoff, segundo os últimos dados. Isto quer dizer que mais de 16 em cada 100 pessoas que tiveram contribuições para a Segurança Social no mês de março está temporariamente em casa e sem trabalhar.

Leia a notícia completa no El Economista (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Financial Times

Serviço de classificados do Facebook na mira da concorrência

A próxima fase da investigação da concorrência da União Europeia ao Facebook vai tentar perceber se a rede social está a distorcer o mercado da publicidade classificada ao promover o seu serviço gratuito Marketplace junto dos seus dois mil milhões de utilizadores. Os investigadores enviaram um questionário de 14 páginas aos concorrentes, pedindo-lhes que descrevessem o efeito que o Facebook está a ter no seu negócio de anúncios classificados.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Revista de imprensa internacional

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião