Prisa avança para tribunal arbitral contra a Cofina

Espanhóis da Prisa, donos da TVI, apresentaram um requerimento de arbitragem junto da Câmara do Comércio e Industria Portuguesa contra a Cofina, que desistiu da compra da Media Capital.

Há mais um episódio na novela entre a Prisa e a Cofina. Os espanhóis apresentaram um requerimento de arbitragem junto da Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa para ficar com os dez milhões de euros que a Cofina pagou de caução no negócio de compra da Media Capital, entretanto abortado. Mas não só.

“No âmbito do referido requerimento, a Prisa reclama, além do direito de que lhe seja entregue, pelo escrow agent (Banco BPI) o montante de dez milhões de euros ali depositado a título de down payment, a condenação da Cofina no pagamento dos danos que vier a conseguir demonstrar, em caso de condenação daquela“, revela a Cofina em comunicado enviado ao mercado.

Esta ação colocada pela Prisa — donos da Vertix, que controla 95% da Media Capital — surge depois de a Cofina ter desistido da compra da Media Capital, que detém o canal de televisão TVI, entre outros meios, num negócio avaliado em 205 milhões de euros. Na altura, a Cofina justificou a decisão com insucesso do aumento de capital que iria ajudar a financiar a operação (faltaram três milhões). Desde então as duas partes têm-se envolvido numa troca de argumentos, com a Prisa a prometer que iria levar o caso a tribunal.

Tanto a Cofina como os espanhóis da Prisa — donos da Vertix, que controla 95% da Media Capital — já confirmaram entretanto a resolução do contrato de compra e venda da Media Capital, responsabilizando-se mutuamente pelo fim do negócio.

Do lado da Cofina, refere-se que foi a Prisa que não quis voltar à mesa das negociações para alterar os termos da operação, já depois de ter desistido da OPA sobre a Media Capital. Já a Prisa diz que foi a Cofina que “voluntariamente violou as suas obrigações contratuais”, nomeadamente ao abortar o aumento de capital que iria financiar parcialmente esta compra.

Pelo meio há uma caução de 10 milhões de euros que a Cofina depositou numa conta escrow no âmbito da operação de compra da TVI, um montante que está a ser disputado pelas duas partes.

Caberá agora ao Centro de Arbitragem Comercial da Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa decidir.

(Notícia atualizada às 17h24)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Prisa avança para tribunal arbitral contra a Cofina

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião