Na Miranda, teletrabalho exige que estejam “ligados a toda a hora”

Em teletrabalho, Diogo Xavier da Cunha, presidente do conselho de administração da Miranda, garante que a adaptação foi fácil, mas que exige que estejam ligados permanentemente.

O teletrabalho tem sido adotado pelas empresas portuguesas de forma a evitar a propagação do coronavírus. No setor da advocacia, várias sociedades de advogados colocaram os seus trabalhadores em trabalho remoto. Na Miranda & Associados o teletrabalho exige que “estejam ligados a toda a hora”.

Entrevistado para a rubrica diária do ECO, Gestores em teletrabalho, Diogo Xavier da Cunha, presidente do conselho de administração da Miranda & Associados, garante que a adaptação ao novo mecanismo laboral “não tem sido especialmente difícil”. Ainda assim, aponta algumas dificuldades, como “falhas pontuais de rede”.

“A gestão da Miranda tem a participação de um núcleo alargado de sócios, advogados e colaboradores dos serviços profissionais e temos todos conseguido articular-nos bem na discussão e implementação do que há a fazer“, assegura Diogo Xavier da Cunha.

Na Miranda & Associados as reuniões passaram a ser feitas através de videoconferência ou via telefone e, segundo o presidente do conselho de administração, houve um “crescimento das comunicações por email. Apesar da adaptação não ter sido difícil, as rotinas diárias alteraram-se na firma de advogados.

“A rotina mudou desde logo porque as circunstâncias que atravessamos são especialmente exigentes a vários níveis: desde as tarefas de gestão propriamente ditas, a um esforço redobrada no acompanhamento da atividade, sempre sem perder de vista os desafios futuros“, conta Diogo Xavier da Cunha.

“Trabalho remoto leva a que estejamos ligados a toda a hora”

Com a pandemia Covid-19 a provocar restrições diárias aos cidadãos, a Miranda & Associados garante que para estar à altura das urgências dos seus clientes é necessário estarem sempre disponíveis. “A situação de trabalho remoto leva a que estejamos ainda mais ligados a toda a hora“, explica o presidente do conselho de administração.

A sociedade de advogados assegura que está a acompanhar a evolução da pandemia nas 19 jurisdições onde estão presentes através da Miranda Alliance, disponibilizando informação permanente.

“Também temos estado a organizar Webinars acerca de temas de maior relevância e a adesão de clientes e outros interessados tem sido notável. Criámos aliás uma equipa específica com a responsabilidade de dinamizar estas iniciativas e de tratar toda a informação que vai sendo gerada na organização”, explica Diogo Xavier da Cunha.

Equipa da Miranda está “à altura do desafio”

Ciente que a crise terá um impacto no escritório, Diogo Xavier da Cunha não consegue ainda “avaliar a sua dimensão”. “Em todo o caso, vimos de um ano de 2019 que foi bom e o primeiro trimestre de 2020 não esteve longe do que havíamos previsto. Este 2º trimestre em que estamos agora a entrar será seguramente diferente e trará mais desafios“, acrescenta.

Apesar de desconhecer o futuro, o líder da Miranda garante que a equipa da firma já demonstrou “em várias ocasiões estar à altura de grandes desafios” e por isso nesta crise não será exceção.

“A Miranda Alliance está presente em muitos países, cada qual com a sua própria realidade. A situação não é igual em todos eles. Em alguns o estado de emergência foi declarado mais cedo do que noutros e as medidas de prevenção foram mais duras nuns casos e mais suaves noutros. Da mesma forma, a evolução da situação também será diferente de país para país“, explica.

Diogo Xavier da Cunha assegura ainda que os clientes espalhados pelo mundo estão a enfrentar também consequências da “profunda” crise do setor do petróleo. “Esta crise já levou a fortes cortes dos orçamentos de despesas de investimento e operacionais de vários clientes da Miranda e é previsível que tal também venha a ter impacto na nossa atividade”, nota.

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