Covid-19 forçou uma “transformação organizacional em fast forward”

Diretor-geral da Cegoc assume que mudanças estruturais já estavam em marcha na empresa. Mas que alterações trazidas pelo coronavírus são "projeto de transformação organizacional" acelerada.

Uma “transformação organizacional em fast forward“. Para Ricardo Martins, diretor-geral da Cegoc, empresa de formação empresarial, a pandemia de coronavírus não trouxe “alterações muito profundas” no funcionamento da organização mas, por outro lado, acelerou-as. “Já promovíamos redes colaborativas junto das nossas equipas antes do Covid-19. Claro que face a uma emergência global, como a que assistimos, estas alterações à forma de trabalhar estão a ser encaradas como uma via alternativa para o nosso futuro. Um verdadeiro projeto de transformação organizacional em fast forward“, assegura o responsável, em entrevista ao ECO para a rubrica Gestores em teletrabalho.

O dia-a-dia do gestor “ajustou-se na perfeição a uma nova realidade já que, com projetos em quatro continentes e delegações em Angola e Moçambique, há vários anos que testava e praticava “a gestão à distância”, que se tornou prática no “ADN organizacional” que agora trabalha 100% remotamente.

Sobre os desafios desta nova fase, Ricardo sublinha a “velocidade estonteante” com que, tanto parceiros como clientes, tiveram de adaptar-se. “Esta nova realidade e contexto de trabalho reflete-se no modo como muitos clientes e parceiros nos têm solicitado ajuda para apoiá-los a disponibilizar recursos formativos 100% digitais que permitem acelerar a aquisição quase imediata e à distância de novas competências críticas para os seus colaboradores”, sublinha.

Exemplos dessa dinâmica veloz é o “Keep Calm & Start Learning”, um conjunto de recursos digitais e webinars sobre temas relacionados com o momento atual e acessíveis na plataforma Learning Hub, da Cegoc.

“Estamos a passar todo o nosso universo de soluções presenciais e blended para formatos 100% digitais“, assegura, ressalvando, no entanto, que a equipa tem “trabalhado mais do que nunca” graças a “um sentido de missão, um espírito de ajuda” que, garante, motiva os trabalhadores.

Sobre o período pós-Covid, Ricardo Martins antecipa uma alteração de processos e metodologias de trabalho. “Esta crise (…) obriga as pessoas a um esforço de adaptação e aprendizagem que combina bem com o contexto de aceleração tecnológica crescente em que vivemos (…) O futuro oferece-nos uma oportunidade singela de renovação e transformação, mas endereça-nos também uma responsabilidade ainda maior de escuta, compreensão mútua e resiliência coletiva”, conclui.

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