“Não devemos resolver tudo, mais uma vez, só com dívida”, diz Isabel Ucha

  • ECO
  • 19 Junho 2020

Presidente da bolsa de Lisboa alerta, em entrevista ao Jornal Económico, para o risco de sustentar a retoma no endividamento. Dependência poderá levar a uma repetição da situação semelhante a 2011.

A presidente da bolsa de Lisboa defende que o financiamento privado através do mercado de ações tem de fazer parte da recuperação económica após a pandemia. Em entrevista ao Jornal Económico (acesso pago), Isabel Ucha alerta que a elevada dependência da dívida pública e privada poderá levar o país a uma nova crise como em 2011.

“Mais uma vez, e estamos aqui num período particularmente relevante nesse tema, não vamos poder e não deveremos resolver tudo com dívida, porque senão daqui a dois ou três anos vamos estar outra vez como estávamos em 2011, quando o excesso de dívida acabou por levar o país a uma nova crise e à necessidade de intervenção externa. Espero que tenhamos todos aprendido a lição do passado recente”, disse Ucha, ao semanário.

A líder da bolsa nacional elogia a iniciativa do Governo de criar um veículo público para ajudar pequenas e médias empresas (PME) a ter acesso ao mercado de capitais. Mas defende que é preciso mais, apontando instrumentos de investimento, sociedades ou fundos, que agreguem instrumentos de dívida ou capital de empresas mais pequenas numa única sociedade. Em simultâneo, pede regulação mais simples e um quadro fiscal mais atrativo para a poupança.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Não devemos resolver tudo, mais uma vez, só com dívida”, diz Isabel Ucha

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião