Pode o design gerar desconforto? Assim nasce a Pyros Collection, mobília feita com madeira queimada

São várias peças de mobiliário com um design moderno e nomes alusivos ao tema, como a mesa Ignis (incêndios), o banco Lacrimae (lágrimas) ou a mesa Devastio (devastação).

Já pensou ter em casa uma peça de mobiliário feira com madeira queimada? Para evitar que os incêndios que todos os anos acontecem em Portugal caiam no esquecimento, a ANP|WWF apresentou esta quarta-feira a Pyros Collection, um conjunto de peças de mobiliário desenhadas e produzidas pelo arquiteto Nuno Lacerda (CNLL Architects), a partir de madeira queimada.

“A Pyros Collection, uma ideia criativa da agência FCB Lisboa, pretende alertar os nossos governantes para o problema que persiste e incentivá-los a apostarem na prevenção”, explica a associação em comunicado. São várias peças de mobiliário com um design moderno e nomes alusivos ao tema, como a mesa Ignis (incêndios), o banco Lacrimae (lágrimas) ou a mesa Devastio (devastação).

Para Nuno Lacerda, autor multidisciplinar nas áreas da arquitetura, design e cenografia, esta coleção “é uma espécie de anti-design, apresentando um conjunto de peças que, em vez de gerar conforto, pretende gerar desconforto”.

Para assinalar o lançamento da coleção, a ANP|WWF enviou duas das peças da coleção Pyros — a cadeira Tenebrys (escuridão) e o banco Lacrimae (lágrimas) ao primeiro-ministro, António Costa, e aoministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes.

“O objetivo é simples: incentivar as autoridades a olhar para os fogos de 2019 como incidentes planetários, que se vão repetir em Portugal, e a implementarem medidas de prevenção capazes de evitar, no futuro, tragédias de grande dimensão, como os super incêndios de junho e outubro de 2017, que tiraram a vida a 109 portugueses”, diz ainda o comunicado.

As peças estarão em exposição de 25 de junho a 11 de julho no átrio central do centro comercial Alegro Sintra.

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