Apenas 30% das empresas já são hoje abastecidas por energia verde, diz Schneider Electric

O Relatório de Energia e Sustentabilidade 2020 da Schneider Electric revela que 60% dos inquiridos consideram as energias renováveis como uma estratégia a aplicar nos próximos três anos.

A energia é uma das despesas que mais pesa nas contas das empresas. Além de terem de gerir gastos e garantir uma boa eficiência energética para que a conta não seja demasiado cara ao final do mês, hoje as empresas têm de escolher também a energia mais verde, proveniente de fontes renováveis. “A gestão de energia é cada vez mais importante, enquanto alavanca estratégia num ambiente altamente volátil e disruptivo. Deter as alterações climáticas torna-se parte essencial dos investimentos em energia, à medida que as organizações procuram sustentabilidade a longo prazo“, conclui o Relatório de Energia e Sustentabilidade 2020 da Schneider Electric.

60% dos inquiridos consideram as energias renováveis (no local, através da instalação de painéis solares; ou offsite, abastecida pela rede e com garantias de origem) como uma estratégia a aplicar nos próximos três anos, de forma a gerir a volatilidade. Apenas 30% das empresas ouvidas já são hoje abastecidas por energia verde, revela o documento, baseado num inquérito global, realizado em parceria com a GreenBiz Research a 265 profissionais responsáveis pelas áreas de energia e sustentabilidade em organizações com receitas anuais superiores a 250 milhões de dólares.

A pesquisa revelou que, em 2020, os líderes das empresas já reconhecem a importância dos gestores de energia (56% deles recrutam para posições dedicadas a essa área), sendo que 87% dos inquiridos concorda que o fornecimento de energia está a ganhar cada vez mais relevância. E se no relatório de 2019 apenas 29% das empresas consideravam o sourcing estratégico de energia como uma iniciativa para a poupança de custos, este ano já são 46,5% a constatar que o timing e a volatilidade dos preços são um dos maiores desafios.

“A gestão de energia deixou de se limitar ao pagamento de contas de serviços, tendo-se tornado numa estratégia para mitigar riscos financeiros e de reputação. O panorama está a evoluir rapidamente e se as empresas querem permanecer competitivas, será necessário que implementem estratégias que demonstrem uma compreensão clara da direção que a gestão de energia está a tomar”, afirmou Bill Brewer, vice-presidente para a área de Global Energy & Sustainability Services da Schneider Electric.

Ao longo do último ano, mais empresas têm vindo a investir em tecnologias digitais e agora 37% (o dobro, em relação a 2019) dizem utilizar dispositivos tais como medidores, sensores e outros. A pesquisa também demonstra que as estratégias de gestão de energia e recursos estão a evoluir com base em novas tecnologias de dados: 48% dos participantes relata estar a adaptar os seus programas de gestão de dados de sustentabilidade ou energia com base no aumento de dispositivos conectados; outros 24% referem o mesmo, mas com base no aumento de inteligência artificial. No entanto, 54% dos inquiridos ainda gerem os seus dados energéticos com recurso a folhas de cálculo.

O relatório da Schneider Electric revela que a mitigação do aquecimento global, a rápida descarbonização e outras iniciativas relacionadas com o clima são um dos principais impulsionadores das iniciativas de energia e sustentabilidade das empresas (51,5%) e que as alterações climáticas são o principal risco do abastecimento de energia e recursos (58%). “Os líderes empresariais começam a compreender os benefícios de enfrentarem as alterações climáticas, incluindo a vantagem de reputação junto dos stakeholders, novos produtos e serviços, e ainda o potencial benefício de investimentos ambientais”, diz o documento.

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