Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 1 Julho 2020

EUA compram quase todo o stock do medicamento remdesivir para três meses. Ryanair vai cortar 3.500 postos de trabalho caso os funcionários não aceitem cortes salariais.

A pandemia continua a estar na ordem do dia. Os EUA compraram quase todo o stock do medicamento remdesivir para três meses, enquanto a Ryanair está a planear cortar cerca de 3.500 postos de trabalho, caso os funcionários não aceitem os cortes salariais propostos pela companhia aérea. Em Espanha, a Siemens fecha a fábrica de pás em Navarra e despede 239 colaboradores, enquanto no Brasil, o ministro da educação demite-se dias antes da cerimónia oficial da tomada de posse. Numa altura em que o racismo é um tema mediático pelo mundo fora, a diretora de recursos humanos da Adidas sai por alegado comentário racista.

The Guardian

EUA compram quase todo o stock de remdesivir para três meses

Os Estados Unidos compraram à empresa Gilead Sciences praticamente toda a reserva para três meses do medicamento remdesivir, o primeiro aprovado no país no tratamento de Covid-19, anunciou na segunda-feira o departamento de saúde norte-americano. Em comunicado, o departamento de saúde informa que “assegurou mais de 500 mil ciclos de tratamento do medicamento para hospitais americanos até setembro”, o que equivale a “100% da produção prevista da Gilead para julho (94.200 ciclos), 90% da produção em agosto (174.900 ciclos) e 90% da produção em setembro (232.800 ciclos), além de uma verba para ensaios clínicos”. Num ciclo de tratamento são utilizadas em média 6,25 ampolas de remdesivir, acrescenta o departamento de serviços de saúde e humanos (HHS, na sigla em inglês). A antecipação norte-americana significa que, nos próximos três meses, nenhum outro país terá acesso a este medicamento antiviral.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre/ conteúdo em inglês)

Reuters

Ryanair vai cortar 3.500 postos de trabalho caso os funcionários não aceitem cortes salariais

A Ryanair está a planear cortar cerca de 3.500 postos de trabalho, caso os funcionários não aceitem os cortes salariais propostos pela companhia aérea, disse esta quarta-feira o CEO da companhia aérea, Michael O’Leary. A Ryanair já tinha dito anteriormente que tinha despedido mais de 250 funcionários em toda a Europa e que estava a considerar mais de três mil cortes entre pilotos e a tripulação de cabine. “Já anunciámos a perda de cerca de 3.500 postos de trabalho, mas estamos envolvidos em extensas negociações com os nossos pilotos, a nossa tripulação de cabine e pedimos a todos que aceitem os cortes salariais como alternativa à perda de postos de trabalho”, disse O’Leary à BBC.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

Cinco Días

Siemens fecha fábrica de pás em Navarra. Despede 239 colaboradores

A filial de energia eólica da Siemens vai fechar a fábrica de pás em Aoiz (Navarra) e despedir 239 colaboradores. O encerramento de Aoiz “não está diretamente relacionado” com a crise da Covid-19, embora os efeitos económicos da pandemia “tenham acentuado a necessidade de agir”, adiantam fontes da empresa. A Siemens tem uma fábrica de lâminas em Portugal, na cidade de Vagos, com mil trabalhadores, e os sindicatos já tinham avisado que representava uma ameaça para as instalações em Navarra e As Somozas (Corunha).

Leia a notícia completa no Cinco Días (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Folha de S. Paulo

Ministro da Educação brasileiro demite-se antes de tomar posse

Carlos Alberto Decotelli, nomeado ministro de Educação do Brasil há menos de uma semana, apresentou a sua demissão esta terça-feira, dias antes da cerimónia oficial da tomada de posse. Em causa estão várias polémicas com o seu currículo, como suspeitas de falsos títulos académicos e de plágio. Decotelli confirmou a demissão ao canal televisivo CNN Brasil e ao jornal Folha de S. Paulo. Até ao momento, o executivo brasileiro, liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro, ainda não anunciou oficialmente a saída do governante, cuja nomeação foi publicada em Diário Oficial da União na semana passada. O pedido de saída do Governo brasileiro surge após terem vindo a público várias suspeitas em relação à formação académica de Decotelli, nomeado na passada quinta-feira, sucedendo no cargo a Abraham Weintraub.

Leia a notícia completa na Folha de S. Paulo (acesso livre, conteúdo em português).

BBC News

Diretora de recursos humanos da Adidas sai por alegado comentário racista

Karen Parkin, chefe de recursos humanos da Adidas apresentou a demissão no âmbito de uma disputa sobre a cultura empresarial da empresa e a falta de diversidade. A sua saída resulta de protestos de colaboradores da Adidas por causa de um comentário “racista” que, alegadamente, ela terá feito numa reunião interna no ano passado. Numa declaração emitida pela segunda maior fabricante mundial de vestuário desportivo, Karen Parkin, que já trabalhava na empresa há 20 anos, disse que sempre se opôs ao racismo e que tinha “decidido reformar-se e preparar o caminho para a mudança”. De acordo com o Wall Street Journal, no início deste mês, um grupo de mais de 80 trabalhadores da Adidas apelou a uma investigação sobre a forma como a chefe de recursos humanos da empresa lidou com o racismo, a diversidade e a inclusão.

Leia a notícia completa na BBC News (acesso livre, conteúdo em inglês).

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