Forall Phones vendida a investidor português com ligações à China

José Costa Rodrigues vendeu a totalidade do capital da Forall Phones a um investidor privado português com ligações à China e experiência no mercado das telecomunicações.

A Forall Phones foi vendida a um investidor privado português com ligações à China, disse ao ECO o fundador da marca, José Costa Rodrigues. O jovem empreendedor português não revelou a identidade do comprador nem o montante envolvido, por estar sujeito a acordos de confidencialidade.

“Vendi a Forall, assinei ontem [segunda-feira] a venda total. Eu e o meu sócio, Manuel Castel-Branco, fizemos o exit. A equipa de gestão manteve-se toda, desde o CEO ao diretor de marketing e retalho. O comprador é um investidor privado português que tem muita experiência no ramo das telecomunicações, trading, sourcing e com muito boas relações com a China”, disse ao ECO José Costa Rodrigues.

Controlada pela Blue4All e com sede em Ourém, a Forall Phones tem-se afirmado como uma das marcas de referência na venda de equipamentos eletrónicos recondicionados. Tratam-se de aparelhos em segunda mão, como iPhones e iPads, que são revendidos após uma intervenção técnica.

O jovem empreendedor, que lançou recentemente a Relive, uma startup focada no mercado imobiliário, confessa que, dada a dimensão da Forall, já sentia dificuldade em acrescentar valor: “Quando a Forall começou a crescer a sério no verão passado e já tinha 70 ou 80 pessoas, enquanto empreendedor e não propriamente gestor, já me era difícil acompanhar ou ser uma mais-valia”, apontou.

Com a venda da Forall, José Costa Rodrigues vai focar-se agora a 100% na Relive. “Tem estado a correr muito bem. Já tem seis pessoas a tempo inteiro”, comentou acerca do novo projeto, lançado com capitais próprios.

Questionado se a venda da Forall permitirá um reforço do investimento na Relive, o empreendedor remeteu a possibilidade para mais tarde: “Vamos ver. Quero ir um passo de cada vez. Crescer sólido, garantir que a Relive tem um negócio sustentável, tanto do ponto de vista ecológico como financeiro. Se tiver de levar mais algum tempo a crescer, assim será.”

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