Já estão a ser identificados os lares que vão ser alvo de vacinação em janeiro

Ministra da Saúde garante que Portugal não foi afetado pelos atrasos logísticos na entrega das vacinas da Pfizer e que o país espera receber 79.950 doses em cada semana de janeiro.

A ministra da Saúde revelou que já está a decorrer o processo de identificação dos lares cujos utentes e profissionais de saúde vão começar a ser vacinados em janeiro. Em declarações aos jornalistas, Marta Temido garantiu que Portugal não foi afetado pelos atrasos na entrega de algumas doses da vacina da Pfizer e que as cerca de 70 mil vacinas já estão em Portugal.

“Neste momento está a decorrer o processo de identificação das estruturas residenciais para idosos que serão objeto desta administração, mas as estruturas que têm surtos não serão alvo de vacinação enquanto o surto se mantiver ativo, por questões de segurança”, sublinhou Marta Temido.

Neste momento está a decorrer o processo de identificação das estruturas residenciais para idosos que serão objeto desta administração, mas as estruturas que têm surtos não serão alvo de vacinação enquanto o surto se mantiver ativo.

Marta Temido

Ministra da Saúde

O Ministério da Saúde está a trabalhar com pressuposto de receber 79.950 entregas em cada uma das semanas de janeiro, uma quantidade idêntica à que foi recebida por duas vezes em dezembro, precisou ainda a ministra da Saúde. “E a expectativa é de que essas doses possam ser já ministradas à comunidade: as estruturas residenciais para pessoas idosas sejam os profissionais que lá trabalham, sejam os residentes e ainda algumas entidades da rede nacional de cuidados integrados”, acrescentou, em declarações no Hospital Curry Cabral, onde assistiu a mais uma ação de vacinação de profissionais de saúde.

A administração em lares “logo no início de janeiro”, “é o calendário previsto e o plano de administração previsto”, garantiu a ministra da saúde. Mas “é necessária a verificação de alguns pressupostos” para se poder avançar, disse ainda, num referência aos atrasos na entrega da segunda remessas de vacinas em Espanha e noutros sete países europeus.

Portugal não foi afetado por estes atrasos e já “recebeu a quantidade de vacinas desta segunda entrega que estava prevista”, disse a responsável, reiterando a informação que já tinha sido avançada de manhã pelo secretário de Estado da Saúde, em declarações à Renascença. “Portanto, não fomos atingidos por esse transtorno na entrega que terá atingido outros países. O que tínhamos previsto desde o início é que haveria entregas no dia 28, que ainda não terminou, e sabemos que este é um processo complexo do ponto de vista logístico”, afirmou.

Temido explicou que esta entrega “já se materializou em parte para o aeroporto do Porto” e que será também distribuída “para a continuação deste processo de vacinação em mais hospitais do Serviço Nacional de Saúde e também já nas primeiras unidades de cuidados de saúde primários” do país.

“Aguardamos ainda o transporte — que se prevê que seja direto — para o arquipélago dos Açores e para o arquipélago da Madeira”, acrescentou a ministra, que indicou que Portugal estima receber “79.950 entregas em cada uma das quatro semanas de janeiro” e que tem a convicção de que o país vai “conseguir superar essas circunstâncias que hoje afetaram alguns países”.

(Notícia atualizada com mais informação)

 

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