Galp Energia pesa na bolsa de Lisboa após petróleo afundar 7%

Barril de petróleo tombou 7% na última sessão e está a pressionar ações da Galp. Bolsa nacional abre última sessão da semana em queda.

A Galp Energia está a cair mais de 2% no arranque da última sessão da semana em Lisboa, isto depois de o barril de petróleo ter tombado 7% devido ao aumento de casos do novo coronavírus na Europa e à valorização do dólar.

As ações a petrolífera nacional cedem 2,45% para 9,984 euros, pressionando a bolsa portuguesa. O PSI-20 cede 0,48% para 4.769,07 pontos.

O mau desempenho da Galp surge depois das quedas abruptas no mercado petrolífero. O barril de Brent cujo contrato expira em 30 de março caiu na última sessão 6,94% para 63,28 dólares. Em Nova Iorque, o crude WTI para entrega a 22 de março seguiu o mesmo caminho: caiu 7,1% para 60 dólares. O aumento de infeções está a obrigar a novos confinamentos na Europa. Juntamente com os atrasos na vacinação, há receios de que a retoma da economia também seja adiada.

Galp em queda

Por cá, 10 cotadas nacionais seguem abaixo da linha de água. Além da Galp, outro peso pesado nacional estava a deixar o índice português sob pressão: o BCP, que vê as ações cederem 1,27% para 0,1126 euros. A Jerónimo Martins também cai 0,23% para 13,08 euros, enquanto pior desempenho pertence à Ibersol: a cadeia de restauração perde 6,38% para 3,28 euros.

A Altri, que anunciou esta quinta-feira que prepara a entrada em bolsa do seu negócio de energias renováveis, sob a liderança de Manso Neto, cai 1,08% para 5,97 euros. A papeleira revelou ainda que os lucros caíram 65% para 35 milhões no ano passado.

A travar maiores quedas estão a EDP e EDP Renováveis, que ganham em torno de 0,40%, ao mesmo tempo que a F. Ramada soma mais de 7%.

Lá por fora, a abertura da sessão europeia também se faz em tom vermelho, com o Stoxx 600 a cair 0,4% e o Ibex 35 de Madrid cede quase 1%, enquanto as praças de Frankfurt e Paris recuam 0,6% e 0,4%, respetivamente.

(Notícia atualizada às 8h27)

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