CEO do BCP recebe 650 mil euros. Variável de 260 mil só quando houver dividendos

Miguel Maya recebeu 650 mil euros brutos, mas foi-lhe também atribuída uma remuneração variável de 260 mil euros que será paga quando o banco voltar a pagar dividendos.

O presidente executivo do BCP, Miguel Maya, teve remunerações de cerca de 940 mil euros no ano passado, de acordo com as informações prestadas pelo banco na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A remuneração fixa manteve-se nos 650 mil euros brutos (com 279 mil euros retidos em IRS), tal como em 2019. Já a remuneração variável ascendeu a cerca de 287 mil euros, com 260 mil euros relativos a bónus atribuídos em 2020 e que serão pagos quando o banco voltar a pagar dividendos.

Há um ano, recorde-se, Miguel Maya e a sua equipa renunciaram ao bónus para dar o exemplo dentro do banco por causa da situação de incerteza da pandemia, conforme chegou a revelar no Parlamento.

O CEO foi o mais bem pago da comissão executiva do BCP. Ao todo, o banco atribuiu remunerações de 4,4 milhões de euros à sua equipa executiva composta por seis membros entre componente fixa e variável, esta última diferida até haver dividendos.

Os vice-presidentes executivos Miguel Bragança e João Nuno Palma tiveram ambos remunerações perto de 750 mil euros (incluindo bónus diferidos de 205 mil euros), à frente dos administradores Rui Silva Teixeira, José Pessanha e Maria José Campos, que tiveram rendimentos entre os 650 mil euros e os 670 mil euros (incluindo bónus entre 185 mil euros e 192 mil euros que serão pagos quando o banco pagar dividendos).

Na última conferência de apresentação de resultados, Miguel Maya deixou para depois de setembro uma decisão sobre a política de remuneração acionista do banco.

Já o chairman do banco, Nuno Amado, recebeu 690 mil euros brutos no ano passado. Amado lidera um conselho de administração composto por sete membros que, no total, receberam 1,34 milhões de euros.

O BCP viu o lucro cair quase 40% no ano passado para cerca de 183 milhões de euros, com o resultado a ser penalizado pelas imparidades e provisões para a crise da pandemia e o caso dos créditos hipotecários em moeda estrangeira na Polónia.

(Notícia atualizada às 12h38 para referir que a remuneração variável atribuída em 2020 foi diferida até o BCP voltar a pagar dividendos)

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