BCP só toma decisão sobre regresso aos dividendos em setembro. “Não sabemos a duração da crise”, diz Maya

Ao contrário do BPI e da Caixa, o BCP não vai ainda regressar ao dividendo. Só em setembro reavaliará tema. "Não temos visibilidade sobre a profundidade e duração desta crise", justificou Maya.

O BCP BCP 1,72% vai manter a política de prudência em relação à distribuição de dividendos devido à incerteza criada pela pandemia, atirando para setembro uma avaliação sobre o regresso à remuneração dos acionistas. Outros bancos como o BPI e Caixa já anunciaram o regresso aos dividendos depois da proibição do Banco Central Europeu (BCE).

“No início da pandemia, antes de qualquer recomendação dos reguladores, dissemos que não íamos fazer distribuição de dividendo e que íamos preservar capital. A nossa política é a mesma. Ainda não temos visibilidade sobre a profundidade e duração desta crise”, referiu Miguel Maya na apresentação dos resultados anuais.

“O banco não vai reavaliar o tema do dividendo nunca antes de setembro deste ano. Depois das contas do trimestre, veremos que o podemos fazer no interesse do BCP”, acrescentou o gestor.

O BCP registou uma redução de quase 40% dos lucros para 183 milhões de euros, com o resultado a ser penalizado pelas imparidades e provisões constituídas por causa da pandemia e também por causa do caso dos empréstimos hipotecários na Polónia.

O BPI anunciou no início do mês que vai pagar dividendos de 13 milhões de euros ao CaixaBank e a Caixa Geral de Depósitos tem em cima da mesa um dividendo de 85 milhões.

Em relação a um eventual desinvestimento da Sonangol no BCP, como admitiram os responsáveis da petrolífera, Miguel Maya disse estar “tranquilo” relativamente a este tema.

“Estou muito tranquilo. Não dou nada por adquirido, saibamos nós aumentar a rentabilidade do banco. Sem ser rentável é muito difícil manter os acionistas”, frisou o CEO do banco.

(Notícia atualizada às 19h33 com mais informação)

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