TAP fecha mais 19 saídas voluntárias e reduz lista de despedimento coletivo para 187

Trabalhadores identificados como potenciais alvos do despedimento coletivo ainda podem aderir a medidas voluntárias. Nas últimas duas semanas foi o caso de quase duas dezenas de pessoas, sabe o ECO.

A TAP está a preparar-se para avançar com um despedimento coletivo, mas continua a negociar com as pessoas que pretende que saiam. Desde que anunciou o número de potenciais abrangidos, a companhia aérea já conseguiu fechar mais 19 rescisões amigáveis, colocando a lista total nos 187 trabalhadores, segundo apurou o ECO.

A 31 de maio, a empresa deu por terminadas as negociações individuais com os trabalhadores que tinha selecionado para sair e ficou com uma lista de pessoas que poderão ser alvo de despedimento que incluía 206 pilotos, tripulantes de cabina, trabalhadores da M&E Portugal e trabalhadores da Sede.

Apesar disso, a TAP informou que, quem quisesse, ainda poderia recorrer a rescisões por mútuo acordo em condições similares às oferecidas. Foram igualmente reabertas as candidaturas para preencher as vagas remanescentes na Portugália (postos de trabalho que não foram ocupadas na última fase voluntária). “Com esse esforço ainda será possível obviar à necessidade de medidas unilaterais”, explicava a gestão numa comunicação interna a que o ECO teve acesso.

Em duas semanas, quase duas dezenas de pessoas aderiram às medidas voluntárias ainda abertas. A lista para o despedimento coletivo — que só poderá avançar a 1 de julho devido ao lay-off que esteve em vigor — está agora em 187 e ainda poderá reduzir-se mais.

Apesar de tudo, o número representa menos de 90% face ao inicial: os 2.000 trabalhadores em “excesso” que a companhia aérea tinha identificado quando pediu apoio público. Por outro lado, o despedimento coletivo poderá acontecer depois de três fases de medidas voluntárias, que incluíram rescisões por mútuo acordo, licenças sem vencimento, passagem a part-time, reformas antecipadas ou pré-reformas.

No trading update do primeiro trimestre de 2021, a TAP revelou que, no fim de março, empregava 7.526 pessoas, o que compara com os 9.143 funcionários no período homólogo. Foi exatamente devido ao impacto da reestruturação da companhia nos quadros de pessoal que se gerou uma polémica, esta terça-feira, quando foi tornado público um vídeo em que dois responsáveis da direção de recursos humanos explicam estar em Madrid para fazer recrutamento.

A TAP clarificou que a publicação foi feita a título pessoal e não em nome da empresa, mas ainda assim — dado o momento que a empresa vive — o conselho de administração decidiu abrir, de imediato, um processo de inquérito seguido dos procedimentos disciplinares aplicáveis a esta situação. Já o ministro da tutela Pedro Nuno Santos disse estar “indignado” com o que aconteceu e garantiu que não há nenhum processo de recrutamento aberto em Espanha.

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