“Hoje é um dia histórico para a economia portuguesa, diz Marques Mendes
“Acho que hoje é um dia histórico para a economia portuguesa, não apenas por causa do excedente orçamental. Estamos perante quatro indicadores fabulosos”, disse Marques Mendes.
O candidato presidencial Marques Mendes considerou esta quarta-feira que a economia registou resultados históricos em 2024 ao nível do excedente orçamental e redução da dívida, mas salientou que a estabilidade política é essencial para consolidar esta evolução.
Esta apreciação foi feita pelo antigo ministro e antigo presidente do PSD em declarações aos jornalistas, antes de visitar a Futurália, iniciativa que decorre no Parque das Nações, em Lisboa. “Acho que hoje é um dia histórico para a economia portuguesa, não apenas por causa do excedente orçamental. Estamos perante quatro indicadores fabulosos”, sustentou.
Além dos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicarem que o excedente atingiu os 0,7% em 2024, acima da previsão do Governo, Marques Mendes destacou resultados relativos ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), da taxa de poupança no ano passado, que “foi a maior dos últimos 22 anos, e a continuação da descida da dívida pública”.
A seguir, porém, deixou um conjunto de avisos sobre a futura conjuntura política em Portugal pós-eleições legislativas antecipadas de 18 de maio: “Se não continuarmos a ter estabilidade no futuro, estes resultados não se conseguem consolidar”.
“Ou os portugueses dão votos suficientes a um partido para dar condições de estabilidade, ou então a solução que proponho, em caso de governos minoritários, é muito construtiva”, advogou. Perante os jornalistas, Marques Mendes defendeu que não propõe qualquer “Bloco Central” entre PSD e PSD e que também não propõe “geringonças” à esquerda ou à direita.
“Eu não propus nenhum bloco central, sou contra o bloco central; eu não propus nenhuma geringonça, sou contra geringonças”, começou por salientar, antes de procurar explicar a sua ideia para que se reforcem as condições de governabilidade em Portugal.
“Não podemos passar a vida em eleições de ano a ano, e há duas formas, do meu ponto de vista, de garantir a estabilidade. Uma é os portugueses, nas eleições, darem condições reforçadas a um partido, ou do centro-esquerda, ou do centro-direita, para governar com estabilidade”, apontou.
A outra forma, segundo o antigo presidente do PSD, é que, se houver um Governo minoritário, então “os dois partidos do arco da governação [PSD/PS],comprometerem-se a não apresentar moções de censura, moções de confiança e a negociar os orçamentos”.
“Se me permitem, acho que este é um contributo construtivo. Se houver uma solução melhor do que esta que eu estou a propor, sou o primeiro a aplaudir”, acrescentou.
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