Prazo para venda da TikTok nos EUA adiado por 75 dias
Donald Trump afirmou sexta-feira que vai manter por mais 75 dias a TikTok operacional no país, na véspera de expirar o prazo para abertura a investidores dos EUA.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou sexta-feira que vai manter por mais 75 dias a TikTok operacional no país, na véspera de expirar o prazo para abertura a investidores dos EUA da plataforma controlada pela chinesa ByteDance.
“O meu governo tem trabalhado muito num acordo para SALVAR O TIKTOK, e fizemos um progresso tremendo”, publicou nas redes sociais Trump, que na quinta-feira afirmou que o negócio estava iminente.
“O acordo exige mais trabalho para garantir que são assinadas todas as aprovações necessárias, e é por isso que estou a assinar uma ordem executiva para manter o TikTok a funcionar por mais 75 dias”, adiantou.
“Estamos ansiosos por trabalhar com o TikTok e a China para fechar o acordo”, disse ainda o Presidente norte-americano.
Na quinta-feira, Trump reiterou estar disposto a conceder alívio tarifário à China se Pequim aprovar a abertura do capital da TikTok no país, opção anteriormente rejeitada por Pequim.
Trump fez estas declarações em resposta a perguntas sobre se está disposto a chegar a um acordo com vários países para mitigar o impacto das tarifas que anunciou contra países de todo o mundo, incluindo a China, que está agora sujeita a uma tarifa total de 54%.
“Desde que nos ofereçam algo positivo [há disponibilidade para reduzir tarifas]. Por exemplo, com o TikTok. Temos uma situação em que a China provavelmente dirá: ‘Aprovámos o acordo, mas o que vão fazer em relação às tarifas?'”, explicou.
“As tarifas dão-nos um tremendo poder de negociação. Sempre deram. Usei-as muito bem na primeira administração. Agora estamos a levá-lo a um nível totalmente novo”, disse.
Trump esclareceu que nesta fase não está a ter conversas concretas com Pequim sobre o assunto.
Na quarta-feira, num dia que apelidou de “dia da libertação”, Trump impôs uma tarifa de 10% sobre 184 países e territórios, incluindo a União Europeia (UE).
No caso da China, o país anunciou uma tarifa de 34%, somando-se aos 20% já em vigor, elevando o total para 54%.
Trump afirmou ainda na quinta-feira que está “muito perto” de chegar a um acordo para garantir o futuro do TikTok no país, sendo sábado o prazo limite dado por Washington para a aplicação se desvincular da ByteDance.
Trump explicou que o TikTok tem “múltiplos” investidores interessados, mas não os nomeou.
A corrida para adquirir a popular aplicação está a ser liderada pela Amazon, Oracle e pelo fundador da OnlyFans, de acordo com os meios de comunicação social dos EUA.
A China recusou em março a oferta de Trump de conceder um alívio das taxas alfandegárias em troca de um acordo sobre a venda da TikTok.
O Presidente admitiu na altura uma “pequena redução de tarifas” sobre importações chinesas, em troca da colaboração de Pequim na venda da rede social TikTok nos Estados Unidos.
A justiça norte-americana está a obrigar a rede social TikTok a dissociar-se da empresa-mãe, com sede na China, como condição para operar no país, devido a suspeitas de que os dados recolhidos pela mesma são disponibilizados às autoridades chinesas.
Em 21 de janeiro, um dia depois de regressar à Casa Branca, Trump assinou uma extensão de 75 dias sobre a implementação de uma lei aprovada pelo ex-Presidente Joe Biden proibindo o TikTok de operar nos EUA por razões de segurança nacional, a menos que se separe da empresa-mãe ByteDance.
No início de fevereiro, Trump assinou uma ordem executiva a dar instruções aos Departamentos do Tesouro e do Comércio para criarem um “fundo soberano” que poderia adquirir o TikTok.
A ByteDance lançou o Douyin, a aplicação chinesa original do TikTok, em 2016, e depois do êxito na China, criou, em 2017, uma versão global, o TikTok, que se tornou um fenómeno sem precedentes para uma aplicação chinesa, ultrapassando gigantes como as redes sociais Facebook e Instagram em velocidade de crescimento.
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