Receitas da Meo sobem 3,5% para 1,4 mil milhões no primeiro semestre
O EBITDA fixou-se em 488 milhões de euros, na sequência de uma queda de 3,4%, de acordo com o relatório financeiro divulgado esta quinta-feira.
A Meo teve receitas de 1.392 milhões de euros na primeira metade do ano, o que representa uma subida de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O negócio de energia da Altice Portugal começa a contrabalançar os efeitos contrários nas contas do centro de inovação em Aveiro, a Altice Labs.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ou lucro operacional) fixou-se em 488 milhões de euros, na sequência de uma queda de 3,4%, de acordo com o relatório financeiro divulgado esta quinta-feira.
“Os resultados do segundo trimestre de 2025 confirmam que a Meo está a transformar-se à velocidade que o contexto exige e que estamos a executar com consistência a estratégia de transformação para um modelo mais competitivo e adaptado às necessidades dos consumidores”, afirmou a CEO da Meo, Ana Figueiredo, na mensagem que acompanha o documento.
O investimento da primeira metade do ano cifrou-se em 197 milhões de euros, dos quais 97 milhões no segundo trimestre, portanto mais cerca de 2%. O valor mostra que as quedas no capex pós-implementação da rede móvel de quinta geração (5G) foram compensadas ao fim de cerca de um ano. “Aabemos que uma rede preparada para o futuro só se constrói com investimento. Num setor em constante evolução, onde a tecnologia, a conectividade e a sustentabilidade se tornaram pilares da sociedade, a nossa resposta tem sido clara: investir, inovar e liderar”, justificou Ana Figueiredo.
Em relação especificamente ao segundo trimestre, as receitas aumentaram 4,6%, em termos homólogos, para 695 milhões de euros, devido à melhoria de 4,8% no segmento de consumo (sobretudo pelo negócio da energia) e de 4,5% nos serviços empresariais. Excluindo o desempenho da Altice Labs, que desde o ano passado tem impactado as contas, o crescimento teria sido de 4,9%
Por outro lado, o EBITDA totalizou 244 milhões de euros entre abril e junho, menos 1,1% em relação aos mesmos três meses de 2024.
A base total de RGU (número de serviços fixos e móveis) atingiu aproximadamente 13,3 milhões, enquanto o número total de clientes únicos no segmento de consumo chegou aos 1,7 milhões. Estabilizado ficou o total de serviços fixos, cuja variação foi de apenas 0,3% face ao segundo trimestre por atingir os seis milhões. A base de clientes móveis pós-pago era de 5,4 milhões a 30 de junho de 2025.
Apesar de, na categoria corporativa, as receitas das telecomunicações ainda serem a parte mais significativa, o crescimento total de 4,5% para 330 milhões de euros foi suportado pelos “resultados sólidos” das atividades de tecnologias da informação e comunicação, cloud, cibersegurança, serviços geridos/outsourcing e BPO – Business Process Outsourcing. Quanto às receitas do segmento de consumo, ascenderam a 365 milhões de euros (+4,8%).
Altice tem mais de 3% de quota do mercado energético
A Meo Energia, que tem cinco anos, viu a base total de clientes finais aumentar de 76 mil, no final do segundo trimestre de 2024, para 188 mil em junho de 2025, o que representa 42 mil novas adesões líquidas desde o início deste ano.
“Este desempenho foi impulsionado por uma forte dinâmica comercial, pela introdução de planos tarifários inovadores, pela atratividade das ofertas combinadas de telecomunicações e energia, e por uma estratégia eficaz de cross-selling dentro do ecossistema Meo”, explicou a empresa, no mesmo documento.
Segundo a informação da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), referente a junho, a Meo Energia captou quase um terço (28%) dos clientes que mudaram de fornecedor de eletricidade, o que permitiu reforçar a sua quota de mercado para 3,4%.
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