Trump “descontente” mas “não surpreendido” com últimos ataques russos a Kiev

  • Lusa
  • 28 Agosto 2025

"Talvez as duas partes neste conflito não estejam prontas para o terminar sozinhas", indica a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, está “descontente”, mas “não surpreendido” com os mais recentes ataques russos a Kiev, indicou esta quinta-feira a sua porta-voz, Karoline Leavitt.

O ataque aéreo noturno, um dos maiores lançados pela Rússia desde que iniciou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, fez 19 mortos, quatro dos quais crianças. Segundo Trump, “talvez as duas partes neste conflito não estejam prontas para o terminar sozinhas”, acrescentou Leavitt.

Friedrich Merz avançou esta quinta-feira, segundo a AFP, que é “óbvio” que não vai existir um encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, depois do ataque russo desta noite contra a Ucrânia. A declaração do chanceler alemão surgiu durante uma reunião com o presidente francês, Emmanuel Macron, no forte Bregancon Fort no sul de França.

Pelo menos 48 pessoas ficaram feridas no ataque de drones e mísseis ao território ucraniano. Em Kiev, foi atingida o edifício da delegação da União Europeia. “Uma missão diplomática jamais deve ser um alvo. Em resposta [ao bombardeamento] chamámos o enviado russo para Bruxelas”, escreveu a alta representante da UE, Kaja Kallas, nas redes sociais.

Também presidente da Comissão Europeia disse “estar indignada” com o ataque russo “nas proximidades” do escritório da delegação da UE em Kiev, prometendo novas “sanções severas” à Rússia e “apoio inabalável” à Ucrânia.

“Estamos a manter a pressão máxima sobre a Rússia e isso significa reforçar o nosso regime de sanções – em breve apresentaremos o nosso 19.º pacote de severas sanções e, paralelamente, estamos a avançar com o trabalho sobre os ativos russos congelados para contribuir para a defesa e reconstrução da Ucrânia”, disse Ursula von der Leyen.

A União Europeia já chamou o enviado especial da Rússia para explicar o bombardeamento às instalações europeias.

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