Portugal apoia endurecimento das sanções europeias à Rússia
Paulo Rangel revela vontade europeia para reforçar sanções à Rússia. Em Copenhaga, o ministro dos Negócios Estrangeiros espera uma superação da resistência húngara ao 19.º quadro sancionatório.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse este sábado que há “uma grande vontade” dos países da União Europeia para criar um pacote de sanções à Rússia “mais duro”, para tentar debilitar as capacidades militares de Moscovo.
“Há uma grande vontade da maioria dos países em reforçar as sanções e fazer um pacote, por ventura, mais duro ainda, do que seria expectável”, disse Paulo Rangel, em declarações à Lusa, enquanto ainda está a decorrer uma reunião ministerial informal, em Copenhaga, na Dinamarca.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal acrescentou ainda que é necessário “contar com a relutância da Hungria”, que desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, desempenhou um papel de força de bloqueio às decisões para sancionar Moscovo e os apoiantes do Kremlin.
No entanto, “só mais tarde podemos perceber qual é exatamente a posição” de Budapeste, pelo que Paulo Rangel espera que da reunião deste sábado saia um “impulso político” para uma decisão sobre o 19.º quadro sancionatório.
“Não me compete, nem devo comentar as declarações do Presidente da República”, respondeu o ministro dos Negócios Estrangeiros ao ser questionado pela Lusa, sublinhando apenas que “a definição da política externa portuguesa cabe ao Governo”.
Os ministros com a pasta da diplomacia dos 27 países do bloco político-económico europeu estão reunidos em Copenhaga, no âmbito da presidência dinamarquesa do Conselho da União Europeia. A informalidade da reunião impede decisões concretas, mas são esperados sinais políticos concertados entre as diplomacias europeias.
Paulo Rangel rejeitou ainda comentar a declaração do Presidente da República de considerar Donald Trump um “ativo soviético”, recordando que a política externa cabe ao Governo e é assim que deve ser interpretada a posição portuguesa. “Não me compete, nem devo comentar as declarações do Presidente da República”, respondeu o ministro dos Negócios Estrangeiros ao ser questionado pela Lusa, sublinhando apenas que “a definição da política externa portuguesa cabe ao Governo”.
“É assim que os nossos parceiros internacionais, todos eles, devem entender a relação com Portugal. Postas as coisas nesse contexto, julgo que não é preciso mais nenhum comentário”, acrescentou, enquanto decorria uma reunião dos ministros com a pasta da diplomacia dos países da União Europeia, no âmbito da presidência dinamarquesa do Conselho da União Europeia, em Copenhaga.
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