CIP defende política industrial da saúde e pede redução dos custos de contexto
Exportações da fileira da saúde registaram no primeiro semestre um crescimento de 85%, de acordo com os dados divulgados pela Aicep.
A CIP defende a criação de uma política industrial da saúde e pede ao Governo uma redução dos custos de contexto nesta área.
“Os empresários e os investigadores portugueses estão alinhados nesta estratégia nacional, mas é importante que também os Ministérios da Reforma do Estado, da Saúde, da Economia e da Coesão Territorial, e da Educação, Ciência e Inovação possam envolver-se ativamente na redução de custos de contexto e na criação de condições para atrair investimento e aumentar a capacidade industrial do país na área da saúde”, apela a CIP em comunicado.
As exportações da fileira da saúde registaram no primeiro semestre um crescimento de 85%, de acordo com os dados divulgados pela Aicep. A CIP considera o desempenho “muito positivo” e uma prova de que o setor, em Portugal, “é muito dinâmico, competitivo e integrado nas cadeias de valor internacionais, representando um dos pilares estratégicos da economia nacional”.
Em 2024, as exportações de bens do setor da saúde ultrapassaram os quatro mil milhões de euros. Na tabela dos cinco maiores destinos estão os Estados Unidos, com um volume de exportações de produtos de saúde que ascendeu aos 29,6% em 2024, seguidos da Alemanha com 27,5% – país onde o aumento, em termos homólogos, foi mais significativo – e a Espanha, a França e a Bélgica, respetivamente.
“Todos os países mais desenvolvidos têm fortes setores da saúde em termos de I&D e indústria e Portugal tem todas as condições para também seguir este padrão”, defende, em comunicado, o presidente do conselho da saúde, prevenção e bem-estar da CIP.
Tendo em conta “as competências existentes em Portugal”, “será possível continuar a diversificar mercados e estimular as exportações, não apenas de bens (como medicamentos e dispositivos médicos), mas também de serviços, nomeadamente através da realização de ensaios clínicos”, defende o responsável.
Em Portugal, o setor da saúde tem cerca de 118 mil empresas, que empregam aproximadamente de 424 mil pessoas, e representa um volume de negócios anual superior a 40 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de cerca de 14 mil milhões de euros.
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