Impresa? “Preocupação da CMVM é que esteja no público a informação que é pública”

As ações da Impresa foram suspensas esta manhã, com a CMVM à espera de mais informações sobre as negociações em curso com o MFE. O regulador já a levantou por considerar que a informação foi prestada.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) considera que a Impresa já prestou todos os esclarecimentos, depois de o regulador dos mercados ter suspendido a negociação das ações da empresa esta manhã, à espera de mais informações sobre as negociações em curso para a venda de uma “participação relevante” ao grupo MFE.

“A CMVM suspendeu a negociação, comunicou a suspensão na sexta-feira, para o mercado e os investidores poderem absorver, compreender e valorizarem [a informação] que estava a ser prestada”, disse José Miguel Almeida, administrador da CMVM, aos jornalistas, na apresentação dos resultados globais do sistema de controlo de qualidade sobre a atividade de auditoria relativo ao ciclo 2024/2025.

A suspensão acabou por ser levantada e a negociação foi retomada às 10h02. As ações da Impresa já dispararam mais de 56%. Após a escalada registada pelas ações esta segunda-feira, a empresa já acumula uma valorização de cerca de 83% desde o início do ano, com uma capitalização bolsista superior a 33 milhões de euros.

“Esta é a informação que considerámos adequada para levantar a suspensão”, referiu José Miguel Almeida, sendo que a partir desse momento, cabe aos “investidores retomarem as expectativas quanto a esta matéria”. “A preocupação da CMVM é que esteja no público a informação que é pública”, acrescentou.

Oficialmente, a empresa limitou-se a confirmar em comunicado oficial a notícia avançada pelo ECO, segundo a qual existem negociações entre a Impreger e o gigante italiano (com presença forte em Espanha e na Alemanha) FME. E admitiu que o acordo poderá passar pela “aquisição” de uma participação. Mas segundo uma fonte do ECO, o negócio poderá mesmo significar uma mudança de controlo acionista da Impresa, com a aquisição, por parte dos italianos, de 75% da referida Impreger.

A família Balsemão passaria a acionista minoritária, mas isso, a confirmar-se, terá outra consequência: a obrigatoriedade de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a sociedade cotada, a Impresa SGPS, à luz dos artigos 186º e seguintes do Código de Valores Mobiliários.

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